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Todos os posts sobre Moda

No mundo em que vivemos hoje cada um precisa de uma arma. Não, não me refiro a essas que espalham terror por onde passam, mas àquelas que nos dão voz e coragem para expressarmos tudo o que sentimos, armas essas que nos ligam a pessoas que nos apoiam e compartilham da mesma opinião, tornando mais forte a causa ou situação a qual estamos abraçando.

Todos sentimos essa necessidade de nos armar de expressão e andarmos por aí munidos de opiniões e ideias bem embasadas, para que no momento exato possamos mirar e atirar. Colocar para fora aquilo que sentimos é algo realmente libertador e cada um procura a melhor maneira de fazer isso: uns usam as redes sociais, outros, porém, gravam vídeos e há aqueles que criam sua própria plataforma de site/blog. Seja como defesa ou ataque, cada um usa como achar melhor, mas nem sempre os resultados são positivos. Nesse assunto posso até me citar como exemplo, pois encontrei na moda a minha verdadeira forma de expressão, de me fazer ser visto ou ouvido por tudo que tinha para dizer. Porém, foi no blog que travei batalhas quase que diárias com pessoas, sistemas, regras e em algumas situações até comigo mesmo.

Para os profissionais da moda o próprio mercado é uma forte arma, mas que infelizmente nem todos sabem usar, pois ela acaba sendo uma faca de dois gumes. Um exemplo recente foi o tapete vermelho hollywoodiano recheado de atrizes e atores usando preto em forma de protesto contra os abusos sofridos por mulheres em sets de filmagens. Atrelado a isso tivemos também a modelo Cameron Russell que incentivou modelos masculinos e femininos a mostrarem sua voz e relatarem os frequentes assédios que sofriam nesse mercado de modelo, que cá entre nós, vêm acontecendo desde muito tempo. É a moda sendo utilizada para denunciar aquilo que acontece em seu próprio universo, mas que, claro, não deveria acontecer. Situações como essas mobilizaram pessoas de vários lugares do mundo e fizeram aquele reboliço no mercado para que as mudanças realmente acontecessem e eu acredito que elas realmente estejam começando a acontecer.

Outra arma utilizada recentemente, mas que infelizmente foi para o mal, mesmo que sem intenção (porém de profundo mau gosto), foi a campanha da marca sueca H&M, que colocou uma criança negra usando um moletom com a seguinte frase: “O macaco mais legal da floresta”. Um ato racista, infeliz, que causou uma revolta compreensível por parte do público.                                                                                                                                                                                                                                                Um pedido de desculpas foi comunicado, houve perda de duas parcerias de grande porte e não se sabe ao certo o quanto isso afetou as vendas, embora tenhamos a noção de que não foi pouca coisa. Mas nessa situação pudemos concluir o quanto a H&M acabou dando um tiro no pé, não é? Infelizmente ela não foi a única e nem será a última. Porém, é necessário que as marcas e pessoas entendam que hoje cada um tem suas armas esperando o momento certo para utilizá-las, alguns com consciência, outros sem um mínimo de bom senso. Por isso, é importante que o pensamento de agora em diante não seja a defesa em si, nem mesmo o ataque, mas o coletivo, a missão de amenizar esse duelo de armas entre pessoas e marcas que presenciamos com tanta frequência.

Se antes a moda falava, hoje ela praticamente grita com tudo o que tem a dizer. Afinal, se olharmos o atual estado do mercado, veremos que por trás de quase tudo existe uma mensagem fortíssima, seja ela qual for. Alexander McQueen, Vivienne Westwood e Jonh Galianno foram os pioneiros que conheci a utilizarem suas armas dentro do universo da moda, mas, atualmente, há Alessandro Michelli e Demma Gavsalia, que refletem em cada coleção tudo aquilo que desejam passar. Dizer que a moda é fútil e inútil já se tornou um conceito bastante antiquado. Aqui no Brasil tivemos Zuzu Angel, que usava suas criações como forma de protesto contra a ditadura. E, claro, existiram e existem muitos outros com boas histórias de resistência para contar.

A moda nos dá essas armas, mas é preciso sabedoria e estudo para que você saiba usá-las da forma correta. Caso contrário, estará apenas seguindo a multidão em meio a muitos outros que não sabem para onde estão indo. Por isso, é importante que antes de conhecer nossas armas nos conheçamos cada vez mais, para saber que tipo de arma podemos manusear. No mais, vale ressaltar: informação é tudo. Por isso, antes de nos armarmos de qualquer conceito, nos municiemos de conhecimento. Somente assim teremos propriedade para lutar em qualquer guerra e, principalmente, lutar pela paz.

Abraços!

Quando se trata de moda as pessoas costumam confundir bastante seu significado. Claro que a palavra em si tem um sentido bem amplo, mas há muitas outras situações e acontecimentos – alguns bem específicos, inclusive, aos quais as pessoas costumam denominar de moda. Não que elas estejam 100% erradas, mas é que ampliar tanto o sentido de algo que deveria ser apenas uma ramificação acaba comprometendo o verdadeiro significado e deixando muita gente confusa.

Com a expansão da era digital e a chegada das redes sociais, o termo “modinha” vem caindo cada vez mais na boca do povo. E a própria modinha vem ganhando bastante espaço. Antes era preciso que um artista famoso usasse determinada peça ou tivesse determinada atitude – que poderia ser um gesto ou uma palavra – e de repente um número incontável de pessoas estava reproduzindo aquilo por todos os lugares. Isso quando não era um personagem icônico de determinada novela que caía nas graças do povo e também “lançava moda”. Era o brinco da fulana, a saia da cicrana, o boné do fulaninho. Seja lá o que fosse, aquilo começava a ganhar proporção de tal maneira que de repente as ruas eram tomadas por pessoas usando tal coisa. E é basicamente isso que é modinha. Aquela coisa rápida, instantânea, efervescente, que faz com que todo mundo use a mesma coisa ou reproduza o mesmo comportamento. Ela cresce como uma epidemia, mas desaparece na mesma proporção de velocidade.

Pois bem, as redes sociais viraram um canal de propagação da modinha. Só que, diferente dos velhos tempos, hoje não precisa mais ser um artista famoso ou um personagem de novela pra fazer a coisa acontecer. Os memes da internet que o digam. A web propaga as coisas em uma velocidade tão incrível que você pode hoje ir dormir anônimo e amanhã acordar famoso. Imagina só um gesto, uma frase, uma fala, uma piada ou mesmo um acessório, né? E quando isso acontece a gente costuma, na maioria das vezes em uma conversa despretensiosa, dizer que tal coisa “virou moda”. Ué, virou?

Bom, eu não posso discordar de todo, porque a modinha também poderia ser incluída no conceito de moda, já que acaba se caracterizando também como um tipo de comportamento, com a venda de determinado conceito, etc Porém, a moda em si é muito mais ampla. Moda tem a ver com a sua personalidade, com a sua essência, ela é aquilo que te traduz. Você faz a sua moda, usa as roupas que acredita que te definem, corta o cabelo, ou pinta, ou deixa crescer ou faz, sei lá, inúmeras coisas que acha que tem a ver com a pessoa que você é, mas sem precisar imitar ninguém. É esse o meu conceito de moda e pelo que tenho visto e lido de uns tempos pra cá, me parece que não sou só eu que penso assim.

Então me incomoda um pouco essa confusão entre moda e modinha, confesso. Modinha me parece algo mais superficial, automático, que você faz sem questionar, sem saber por quê, só porque todo mundo tá fazendo. Um exemplo disso é um recente comportamento reproduzido em determinada rede social, onde uma pessoa que acaba de adicionar outra (ou aceitar qualquer solicitação de amizade) tem o perfil invadido por comentários de amigos, comentários esses que insinuam um possível envolvimento da pessoa com o novo amigo, ou dá a entender que a pessoa é a chamada “pegadora”. Isso pra mim não é e nunca será moda. E sabe por que não? Porque faz com que pessoas que defendem determinados conceitos, pessoas esclarecidas, inclusive, abram mão daquilo que acreditam, mesmo que de maneira temporária, apenas para fazer parte daquele grupo que reproduz a modinha, como o caso de uma amiga que é feminista, mas deixou de lado sua bandeira para fazer um comentário machista (e não, não era ironia), apenas para não perder a oportunidade de aderir à tal brincadeira.

Entendem a diferença? A moda não te prende, não te limita, não te obriga a fazer algo que não condiz com o que você é. A moda não te pede para reproduzir algo, ela te faz criador. A moda te liberta para ser você mesmo, para fazer aquilo que você tem vontade e para mostrar ao mundo que você tem personalidade, mesmo quando você coloca a roupa mais básica do seu guarda-roupa, mas não se troca, não se vende e não abre mão de si mesmo por pura… Modinha.

Abraços!

Por Daniel em 7 de dezembro de 2016
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Ousadia, uma definição que ainda é difícil de entrar na cabeça de muitos. Quer saber por quê? Infelizmente os meninos não são tão desenrolados como as meninas na hora de ousar em um look.  Às vezes o receio ainda fala mais alto, levante a mão quem se veste diferente e ainda não foi encarado de maneira estranha na rua por causa do que está usando? Usar o que se deseja não é uma tarefa fácil, mas que deve sim, ser realizada. Aqui no blog já passamos o Manual de Estilo do Garoto in Foco, já mostramos inspirações para compor a partir das principais tendências e muitas outras dicas, mas percebo que não é uma tarefa fácil para vocês. É normal sentir um bloqueio de criatividade ou ficar preso por não saber por onde começar, pois não se trata de um dia comprar uma jaqueta de paetê e pronto, você já está sendo ousado/estiloso. Tudo isso é um processo lento e de autoconhecimento. Você precisa primeiro se conhecer para ter a certeza do que realmente deseja ter dentro do seu guarda-roupa e principalmente daquilo que vestirá seu corpo.

Mas se você quer ousadia e pretende dar o primeiro passo, por que não começar pelo preto? Uma das cores mais básicas da cartela de cores, roupas nessa cor passam a mensagem de sofisticação e elegância sem precisar de muita produção. Por isso, nós, modelos, sempre optamos por looks all black para ir aos castings (algo que estou deixando aos poucos), pois você nunca erra. O que quero propor no post de hoje não é optar por looks All Black, mas usar uma peça diferente nesta cor tão básica. Na hora de escolher você não deve se deixar levar somente pela cor, procure peças com detalhes a mais, com uma estampa por cima, spikes, brilhos, patches ou mesmo uma modelagem diferente. Não precisa ser algo chamativo, apenas que saia da linha do básico. Nas inspirações que separei, resolvi unir um pouco das peças pretas que considero diferentes e que não se enquadram no quesito simplicidade, são elas jaquetas, calça, jardineira, camisa e boné.

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Como o preto é uma cor mais fácil de se usar, você não terá problema na hora da escolha, por exemplo é muito mais fácil optar por uma jardineira preta ao invés de uma jeans que irá chamar mais a atenção, mesmo sendo jeans. E quanto a peças de padronagens diferentes, geralmente são elas que dão uma melhorada no look, tirando ele da linha do básico para algo mais produzido.

Outra dica valiosa é inverter a ordem da primeira e optar por combinar peças ousadas com pretas básicas. Mesmo que seja uma calça de brim você notará a diferença se combinada com outro modelo de calça. Para começar escolha apenas uma peça diferente, para que dê tempo de se acostumar a ela. Quando você perceber estará querendo muitas outras. Porém, lembre-se: não se limite apenas ao preto, pois é uma cor viciante. Use apenas como um primeiro passo e aos poucos vá aderindo a outras peças diferenciadas. O segredo disso tudo é ir evoluindo lentamente para não causar de imediato um choque em si mesmo e nesse processo você vai evoluindo e adquirindo o famoso estilo pessoal.

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Bom, essa foi uma dica que usei logo quando decidi ousar mais e acabou sendo um processo bacana, pois aos poucos fui aderindo a novos estilos. A peça preta ainda é padrão no meu guarda-roupa, mas aos poucos vou deixando ela de lado para montar looks com uma pegada diferenciada. Por mais que um modelo opte pelo preto ou em eventos noturnos as pessoas gostem dessa cor, você não precisa seguir uma regra. Ouse cada vez mais e assim estará não apenas se conhecendo melhor, mas também se sentindo uma nova pessoa.

Abraços!

Trabalhar com moda é ser visto como um personagem do filme Diabo Veste Prada. Bom, ao menos é quase sempre assim. E quando falamos que somos blogueiros automaticamente surgem na mente das pessoas flashes de imagens de street style que apreciamos no tumblr e pinterest. São visões distorcidas que muitos acabam criando, infelizmente. E não adianta bater na tecla contrária quando há profissionais do meio que realmente alimentam essa ilusão (sendo  eles os que possuem uma maior proximidade com o público). De fato trabalhar com moda é estar por dentro de todas as principais tendências e saber com antecedência tudo o que será febre nas estações. É ver de perto todo aquele glamour e chegar a suspirar com todo o processo de criação e trabalho de algumas marcas. Mas na hora de alimentar o desejo consumista e sair igual à Rebeca Bloom de Os Delírios de Consumo de Rebeca Bloom, vários fatores vêm em nossa mente – e só quando acompanhamos de perto tudo isso começamos a pensar e repensar na hora de uma compra.

Logo quando mergulhei a fundo no universo da moda e comecei a realmente estudar e a aplicar todo aquele conhecimento e aquelas dicas no meu estilo pessoal, acabei me deslumbrando com tudo o que via, pois tudo o que era diferente e atual despertava meu interesse a ponto de querer logo comprar. Passei a bancar o consumista, chegando a gastar todos os meses muito dinheiro para adquirir todas as principais tendências. Chegando a fazer até lista com cada item que gostaria de possuir e o que é pior: a cada compra os itens dela não diminuíam, pelo contrário: tudo só tendia a aumentar, isso porque a cada mês surgia um novo item para compor a tal lista. Foi então que percebi que estava entrando em algo sem fim e comecei a pensar se realmente valia a pena tudo aquilo. O resultado de toda aquela farra consumista foi um guarda-roupa abarrotado de roupas as quais muitas vezes eu nem chegava a usar todas as peças, algumas delas usei apenas uma vez devido à elevada quantidade. Pois é, fui me dando conta de que moda é algo que está muito além do consumismo. Hoje vejo muitas tendências que me fazem pirar, mas poucas são as que levo para casa. Ainda tenho aquele desejo de um estilo pessoal, mas estou investindo no que possuo ao invés de procurar o que não tenho. Para ser bem sincero nem lembro qual foi a minha última aquisição de moda.

Hoje não permito mais roupa acumulada no guarda-roupa. Gosto de moda, mas odeio desperdício e acabei me dando conta de que um não precisa necessariamente estar ligado ao outro, assim como também não preciso ter roupa de grife para estar bem apresentável. Nunca comprei em brechós ou bazares, apesar de achar a ideia ótima, mas adoro trocar peças com amigos e até mesmo doar as que não uso mais. E foi com essa onda de consumo consciente que ando aplicando em meu cotidiano que comecei a ser mais exigente na hora de escolher as peças que entrarão para o meu guarda-roupa. Me pergunto se preciso realmente de mais uma roupa no meio das tantas que já tenho ou caso precise realmente comprar, me desfaço de alguma justamente para não acumular. Ter um estilo diferenciado dos demais, aquele estilo a la Garoto in Foco não significa ter peças de sobra: o que é necessário ter de sobra é criatividade para se reinventar com as peças que já se possui.

Ao contrário do que muitos pensam, não é feio herdar peças de segunda mão de outra pessoa, mesmo que elas estejam um pouco surradas, sejam maiores que sua numeração ou mesmo estejam ultrapassadas. Hoje a moda é tão livre que todos esses obstáculos que nos impediam de usar certos tipos de roupa se tornaram vantagens, eu mesmo às vezes troco algumas peças com amigos, pois em meio à crise que nosso país enfrenta comprar roupa nova com frequência virou sinônimo de luxo.

Bom, claro que ainda tenho desejo por muitas peças, mas estou priorizando outras coisas no momento e investindo mais no que já possuo. Tenho vontade de ousar mais e me expressar cada vez mais através do meu estilo e usar o que já tenho para isso, além de estimular a criatividade é um ótimo incentivo para quem quer se vestir bem e acha que pra isso precisa sair por aí com as mãos cheias de sacolas e os bolsos pra lá de vazios. Quero poder me inspirar em estilos coreanos, franceses e por aí vai, mas acredito que não seja o tempo ainda, então prefiro guardar essas inspirações no pinterest enquanto usufruo do que já possuo. Mas fiquem ligados, pois chega uma hora em que a limpeza do guarda-roupa é feita naturalmente e aos poucos você vai se dando conta de que estão nascendo novas ideias e inspirações. Tudo é válido, desde que te faça bem. Se comprar é bom, recriar a partir do que já temos é inspirador também.

Abraços!

“Nada importava até a manhã em que fiquei na frente do meu armário e pensei sobre o que eu ia usar”. A frase citada é de David Granger, editor-chefe da revista Esquire e autor de um livro sobre estilo masculino – Guia Para Homens de Boa Aparência. Bom, o objetivo deste post não é falar sobre o seu guia, mas refletir um pouco sobre a frase citada. Quantos de nós já ficamos horas em frente ao guarda-roupa nos perguntando que roupa usar? Por mais que a escolha fosse simples, bastava escolher uma calça e camisa, você saberia que no fundo não era só isso que queria, não é mesmo? Sentindo a necessidade de ir além, de mostrar algo a mais naquele look, fosse uma personalidade escondida por dentro da timidez ou um ótimo bom gosto para combinação, que não se mostrava através daquela farda de trabalho.
Aqui no blog já foi mencionado por várias vezes que suas roupas lhe definem sim, e que através delas você pode mostrar o melhor de si mesmo. O nome disso vocês já sabem: identidade pessoal, atitude essa que foi a mais forte tendência de 2016, onde o mundo da moda resolveu quebrar os velhos padrões de combinações e regras para dizer ao público “seja você mesmo e use o que você deseja, mesmo que os outros não gostem, porque se você tem que ser autêntico a alguém, seja a si próprio”. Mas como mostrar meu estilo pessoal se nem eu mesmo sei quem sou realmente? Essa jornada rumo a você mesmo não é uma tarefa fácil. Confesso que estou nela há tempos e ainda continuo descobrindo coisas sobre mim mesmo e isso vai refletindo no meu modo de vestir. Quanto ao resultado, acabei percebendo que meu estilo pessoal não veio apenas com o blog, mas desde a infância, quando sempre optava pelo incomum, pelo diferente e que mais tarde isso refletiu no meu estilo. Não que eu me ache o “diferentão do Ceará”, mas sei que estou longe de usar aquilo que as pessoas consideram convencional, até porque quem usa casacos ou determinadas peças de sobreposição em pleno calor do Nordeste?
A cada post onde comentava sobre identidade pessoal, tinha como intuito que vocês passassem pelo mesmo que eu e através disso descobrissem o que poderiam fazer com seu estilo pessoal. Mas como disse anteriormente, não é uma tarefa fácil, por isso resolvi tentar ajudar, mostrando como funciona a maneira como me visto ou dizendo como é construída a identidade Garoto in Foco.
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Gosto de pegar o clássico e modificar, de pegar o fashion e deixá-lo mais fácil. Meu estilo é quando vejo um look que me agrada nas redes sociais e acrescento algo de maneira a diferenciá-lo, mas sem me preocupar com um estilo definido, como pegar uma calça de moletom e combinar com blazer e um boné aba reta, mas ao invés de tênis optar por uma Chelsea Boots. Percebem o quanto de peças opostas utilizei no mesmo look? Porém nem sempre são várias peças, pode ser apenas uma para quebrar o estilo convencional e dar aquela diferenciada, mas isso quem define é você. E quando uma longline é de paetê e combinamos com um look all black para dar aquele destaque? Não mesmo, pegue sua calça bike, junte com sneakers azul e jaqueta cropped verde esmeralda e combine com ela. Parece confuso falando assim, não é? Mas o resultado foi esse da foto que estão vendo. Ficou bacana, né? Uma das regras para o Estilo Garoto in Foco é não se limitar na hora de combinar, o céu é o limite para você.

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O mais interessante é que através desse post sua mente possa ser aberta para a liberdade de criar seu próprio estilo. Porém, caso isso não aconteça, é pra isso que temos o “Inspire-se” aqui do blog, para ajudá-los a compor um look bem ao meu estilo, porque o Garoto in Foco não se resume só a mim, mas a todos aqueles que querem ser diferentes. A maior regra é a liberdade. Pense nisso.

Abraços!

 

Gucci é o mais novo fenômeno da moda. Há algumas temporadas a maison tem dado o que falar e não é pra menos: a casa que antes possuía um estilo sexy onde suas campanhas sempre exibiam um apelo sexual passou a ficar cada vez mais jovem, romântica e (por que não dizer?), mais comportada. Uma contramão do que esperávamos, mas que tem dado certo.

Caso você não tenha muito acesso à moda, irei lhe atualizar deste acontecimento. A Gucci, uma importante grife de Milão, acabou demitindo sua diretora criativa Frida Giannini, responsável por comandar todas as criações da marca e planejar tudo. E na busca por alguém que pudesse ocupar tal posto, viram que os nomes mais quentes estavam todos em cargos e contratos fechados, então numa estratégia mágica resolveram levantar alguém de dentro da maison para subir de cargo. Foi aí que entrou Alessandro Michele. Ora, pra que melhor do que alguém que já trabalha com a marca, não é mesmo? O que de início pareceu uma tarefa meio arriscada, se tornou uma jogada que traria a Gucci de volta aos holofotes, afinal, já fazia um certo tempo que a marca estava apagada e com vendas baixíssimas no mercado.

Numa cultura onde somos moldados para gostar apenas do que é novidade e descartar o que é velho, então surge Michele, indo na contramão com uma proposta diferente com o intuito de preservar as coleções, ou seja, em uma época onde estamos vivendo consumo imediato em que marcas fazem desfiles com peças diferentes a cada estação, Michele irá apenas evoluir cada uma das peças. É como se a cada nova temporada a mesma coleção recebesse uma repaginada, assim, aquela jaqueta da primeira coleção não precisa ser descartada, se tornando atemporal e transformando não só o segmento de coleção, mas toda a identidade da casa. Percebemos que o caminho traçado por Michelli vai de encontro com o consumo consciente, que não é um assunto novo por aqui, já que sua pioneira foi Vivienne Westwood.

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Você deve se perguntar, mas não é apenas uma coleção? Na verdade o boom se deve pelo rejuvenescimento da marca, porque se notarmos, as coleções antigas de grandes grifes tinham um público muito adulto, roupas com um estilo mais maduro e que não agradava muito aos jovens, fazendo-os preferirem marcas mais despojadas. Porém, com a dominação da era digital, cresceu o número de jovens influentes e o mercado dessa idade aumentou em números, começando a atrair os olhares de grandes grifes que desejavam o poder de influência desses jovens atrelados às suas marcas. Diante disso, se percebeu a necessidade de rejuvenescer a marca, já que seu público estava caminhando por um novo rumo.
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É importante frisar que esse novo posicionamento de Alessandro ressalta uma postura digna de aplicarmos ao nosso estilo de vida. Você deve ser quem desejar ser e não precisa abrir mão do seu estilo pessoal para vestir a marca. Na verdade hoje você veste Gucci e não ela lhe veste e temos notado isso cada vez mais em seus desfiles, que têm como foco principal um garoto romântico vintage, mas no seu último desfile, Cruise 2017, que foi inspirado na moda da cidade londrina, foi mostrado que o garoto romântico ainda estava lá, porém vestiu também o punk e o estilo de rua sem precisar abrir mão de sua identidade. Nisso podemos ver que a união desses dois grandes nomes resulta num traço marcante: a liberdade. E é essa liberdade que ele deseja passar para seu consumidor: seja sexy, nerd, vintage, punk, sem gênero, seja quem você quiser – tem espaço para você aqui.

Percebem o poder de uma identidade pessoal e no quanto isso está ocupando o mercado, em como a moda está mais voltada para você? Hoje ela se encaixa no que você quiser e isso nos faz querer buscar não só um estilo nosso, mas um comportamento que nos possibilite descobrir e nos conhecer cada vez mais. Esse é o desejo da moda atual, por isso não acreditamos que sejam apenas roupas, mas uma descoberta por você mesmo através do que se veste. E cá entre nós, Michelli está certo. Você é o que deseja ser. Basta querer.

Abraços!


Para muita gente a moda não passa de superficialidade. É que moda é quase sempre associada a consumismo, como se ela se resumisse apenas à compra de itens da última tendência. Mas claro que não é bem assim. Na verdade a moda está diretamente relacionada à construção da identidade e compreensão da personalidade. Sim, a moda diz muito sobre nós, sobre o lugar a que pertencemos, a sociedade em que vivemos, a religião a qual seguimos, enfim: o que usamos é um reflexo do que somos.

 
Acontece que, no mundo atual, o que vemos é uma grande mudança em relação às identidades ou uma revolução de subjetividades. Mas calma, deixa eu explicar melhor. Bom, há um certo tempo era bem mais fácil identificar alguém pela maneira de vestir. Os estilos eram muito específicos e geralmente você se identificava com algum e se vestia de acordo com ele. Era mais fácil saber se alguém pertencia a determinada tribo, se o irmão da sua namorada era rockeiro ou se aquele seu vizinho era, por exemplo, muito religioso.
 
É claro que hoje ainda é possível identificar estilos, tribos e saber muito sobre alguém pela maneira como se veste. Mas a subjetividade é bem maior. Se antes praticamente todas as roupas e acessórios usados em um mesmo look se adequavam ao mesmo estilo, hoje é possível usar uma variedade enorme de peças de uma só vez, sem se preocupar se elas estão coerentes ou se estamos seguindo um padrão.

A verdade é que hoje há uma pluralidade de identidades. Eu posso me identificar com algo e também gostar do seu oposto e expor isso por meio do que eu uso. Embora sejamos todos pertencentes a uma sociedade, também somos seres individuais, com pensamentos e gostos bem particulares e isso pode estar explícito naquilo que usamos no cotidiano. No modo de vida atual, aquilo que vestimos, ou seja, a nossa imagem é (propositalmente ou não) confundida com o “ser”. E isso é maravilhoso. Temos uma liberdade que, acredito eu, nunca tivemos antes. Claro que não podemos dizer que já atingimos o auge dessa liberdade, porque inclusive muitos de nós ainda sentem o peso da cobrança em relação ao modo como nos apresentamos socialmente, seja no corte de cabelo, na barba, na roupa ou no que for. Mas podemos dizer sim, que a moda deu grandes passos em relação à expressão do modo de ser individual.
 
Pertencemos a determinado grupo social, mas não somos iguais. E essas diferenças podem gritar ao mundo. Se há alguns séculos éramos vistos como pertencentes à elite, ao clero ou ao proletariado de acordo com as roupas que vestíamos, hoje não se deve julgar a que classe social determinada pessoa pertence pelas roupas que ela usa (embora esta infelizmente ainda seja uma prática comum). O que vestimos tem mais a ver com nossas ideologias, nosso estado de espírito, nossa relação com nós mesmos, com o mundo e nossa identidade cultural. E isso pode mudar, caso a gente mude. Não é bacana?
 
Mas sabem o que é mais engraçado? É que durante muito tempo a moda foi considerada algo que por si próprio é impessoal, que não nos vê como seres individuais e nos define como “ovelhas de um determinado rebanho”. Porém, ela ganha verdadeiro sentido quando permite que você expresse a sua individualidade. E assim nascem os estilos.
 
Bom, eu comecei esse texto falando que muita gente vê a moda como algo fútil e é claro que não será esse post que lhe fará mudar de opinião. Mas como modelo e blogueiro de moda me vejo na obrigação de trazer meu posicionamento sobre isso. Porque as pessoas acham que moda é somente o que está nas passarelas, nas campanhas, na TV e nas revistas. Mas não é bem assim. Moda, meus amigos, também é a roupa que você usa para ir ao trabalho, à faculdade, ao cinema ou onde for. Moda também é aquela calça que você adora, mas que ficou velhinha e pra não se desfazer você resolveu customizar. Moda é a roupa do jovem da periferia, da patricinha, do estudante. É esse casaco que eu coloco porque acho a minha cara, mas é também aquela camisa social, o boné de aba larga, aquele sneaker que eu adoro e o tênis branco que todo mundo acha meio sem graça, mas que me deixa super bem. A moda somos nós. Porque ela não é feita apenas de grandes criadores e estilistas renomados. É feita por gente comum, feito eu e você. Por falar nisso… E você, veste o quê? 
Nos últimos anos a moda quebrou barreiras e mostrou para o mundo que a criação de uma tendência não é somente escolher um tipo de tecido de maneira fútil, é necessário estudo e muitas vezes buscar inspiração onde menos se pode imaginar, como num país, num determinado grupo ou até mesmo no exército. Não é à toa que as principais tendências do momento possuem algum elemento inspirado em alguns traços de uma cultura ou costumes de um grupo, seja ela num tecido, estampa, ou mesmo padronagem.  Há uma peça que está dominando as passarelas e conquistando todos os fashionistas: a famosa Jacket bomber. Ela já está na moda há algum tempo, porém, a cada temporada internacional ela ganha uma força maior, o que nos mostra que essa peça vai continuar sendo tendência por muito tempo. Mas você sabe de onde ela surgiu?
Ao contrário do que muitos pensam, a jacket bomber pode ter elementos esportivos, mas seu surgimento foi desenvolvido para os pilotos norte-americanos em 1917, quando as cabines dos aviões ainda nem eram cobertas e eles precisavam de um agasalho que os ajudasse com os movimentos e não atrapalhasse na posição em que permaneciam no ar, por isso o elástico na cintura. A jaqueta também era fundamental para protegê-los das baixas temperaturas. O mais engraçado é que os pilotos tinham o hábito de customizar suas jaquetas colocando adereços que tinham significados diferentes, como o tipo de avião que pilotavam, o número de missões e alguns possuíam até mapas, para o caso de se perderem. Com a evolução tanto das aeronaves como dos tecidos, elas foram ficando mais leves e passaram a ser usadas cotidianamente, mas a sua padronagem foi preservada. O mais engraçado é que ela também foi muito usada por atletas nas olimpíadas, por isso a familiarizamos como um elemento sportwear, embora sua origem faça com que ela seja parte do elemento fashion militar. Mas ambas estão corretas, pois seu uso foi designado para ambas as áreas.
Outro elemento que colocou a jaqueta em evidência foi o filme Top Gun – Ases indomáveis (1986) estrelado por Tom Cruise, cujo personagem usa um modelo G1, que se popularizou e muitas instituições de ensino resolveram adaptá-lo como parte do uniforme escolar, que acabou ganhando o nome de varsity jackets e contendo o brasão de cada instituição. Em 2011, no filme “Drive”, Ryan Gosling fez com que a jaqueta bomber voltasse a ser tendência e desde então ela ficou ainda mais popular.
Não podemos dizer que a jaqueta é uma tendência lançada, afinal há uma significativa história sobre seu surgimento. Porém, com a sua volta, ela ganhou novos elementos. Hoje é possível encontrá-la nos mais variados estilos e, apesar de ser uma peça para o inverno, já foram desenvolvidos modelos mais leves, fazendo com que se tornasse tendência da moda verão. Nas últimas semanas de moda a jaqueta ganhou padronagens em cores, estampadas, nylon, couro, moletom e muitas outras. Hoje podemos usá-la da maneira que acharmos melhor, não é obrigatório seu uso como composição apenas de looks mais esportivos; podem ser feitos vários tipos de combinação, desde a mais básica até a mais ousada. Não tenha medo de arriscar, até mesmo com camisa social a jaqueta deixa o look bacana. Que tal experimentar?

 

Abraços!
Por Daniel em 23 de fevereiro de 2015
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Cresci escutando a frase de que a grama do vizinho sempre parece mais verde. E com o passar dos anos fui tendo a teoria  de que o ser humano sempre prefere o que é dos outros ao invés de valorizar o que é seu. É fato que essa é uma verdade, mas ao menos uma vez podemos discordar dessa teoria? Podemos por uma vez sequer subir no degrau, espiar a grama do vizinho, chegar a tocá-la e perceber que ela realmente é bem melhor que a sua?

A grama que vos falo se trata da moda masculina, que eu, como um grande admirador desse meio e que sempre procura valorizar o que de fato é feito aqui, tenho falado com muita frequência. Porém, nas últimas temporadas, tenho me perguntado onde está a ousadia do universo masculino. Sou daqueles que não compra roupa todo mês, mas sempre está nas lojas dando uma conferida no que eles preparam e o que me assusta é que sempre encontro as mesmas coisas e poucas novidades. Vejo que são coisas feitas apenas porque estavam sem criatividade, então procuraram a primeira tendência que encontraram e a transformaram em uma peça.
Assim como a moda vai evoluindo, as pessoas que a acompanham também fazem isso. Estou numa fase em que quero ousar mais no look, onde somente uma calça com uma t-shirt não é o suficiente para compor. Ando percebendo que as marcas de fora estão muito melhores e por mais que muitos aleguem que é lá que está a cidade da moda, no Brasil temos São Paulo como referência, mas mesmo assim percebo que não surge nada de inovador e a cada coleção sem graça o preço vai aumentando. Acontece que a cada estação fico mais rigoroso em comprar peças, pois não sinto vontade de pagar um preço caro por um produto que não tem muita qualidade e é distribuído em larga escala. Algumas marcas até tentam pegar referência com o exterior, mas até nisso os caras não estão ousando. Chegamos em um ponto onde as marcas brasileiras precisam inovar muito para produzir peças que despertem desejo nos homens e funcionem no dia a dia.
Estamos em início de ano e confesso que estou muito ansioso para ver o que a moda brasileira preparou para 2015, pois estou cansado de bermudas e camisas sendo desfiladas nas passarelas daqui. Penso que essa sede de ousadia por novidade não seja apenas um desejo meu. E acredite, aquela de que homem não liga pra moda ficou nos anos 90. O homem ficou mais vaidoso e se preocupa sim com o que veste, porém devemos dar a possibilidade de se escolher o que ele deseja vestir no cotidiano. Como querem deixar o homem mais ousado se sempre colocam tendências repetitivas e algo que não desperte seu interesse? Não compramos uma peça de roupa apenas porque ela está na moda. Somos mais cautelosos e, se queremos ousar, procuramos algo diferenciado, que seja novidade para nossos olhos e não uma estampa diferente numa camisa do mesmo formato padrão.

Abraços!
Por Daniel em 5 de fevereiro de 2015
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Marsala foi eleita a cor do ano de 2015 e rapidamente a indústria da moda tratou de colocá-la em suas coleções. Indústrias como as de cosmético, produtos de decoração e até de tinta colocaram a Marsala como ponto principal,  já que a Pantone a elegeu como a cor que vai prevalecer no ano. Então trate de decorar esse nome, pois você irá encontrá-la com muita frequência nos blogs de moda e afins. Mas muitos garotos devem se perguntar a “tenho que aderir isso”? É pura futilidade da indústria da moda e o que tenho a ver com isso? E quem é Pantone e por que eles determinam as cores? Pantone é uma industria localizada em New Jersey, responsável por criar pequenos guias de cores para distribuição, mas na verdade com isso eles também estudam e criam cores novas. Com o tempo ela ganhou o respeito do mundo para que fosse responsável por escolher as cores do ano e sua função  na sociedade. A escolha da cor é um trabalho mais sério e respeitado do que imaginamos, pois para que seja feita tal tarefa é necessário um grande estudo sobre a sociedade e seu principal estado em que se encontra. Como bem sabemos, cada cor nos passa uma sensação, então para a Pantone isso também é feito, para que a escolha seja satisfatória eles pensam em uma cor que irá transmitir toda aquele sentimento durante o ano.
Em 2002, após o ataque terrorista envolvendo as Torres Gêmeas, foi escolhida a cor “True Red” que significa um tom que transmite poder, patriotismo e amor. Até aí já mostrei para vocês como funciona o trabalho da Pantone, que estuda a cor e mescla espiritualidade e serenidade, o que está longe de ser um trabalho supérfluo, como muitos acreditam. Mas, e a Marsala? A cor foi inspirada na cor do vinhos franceses que nos passam sofisticação. Elas nos transmite a sensação de elegância. E o luxo é um dos principais mercados que está de volta. A cor escolhida faz um marco para a volta dele, mas ao mesmo tempo que nos passa essa impressão, ela também nos dá familiaridade e poder.
O objetivo desse post não é fazer a cor causar impacto no seu cotidiano, porém é uma maneira de mostrar como é feito um estudo sério antes que algo seja escolhido e quem nem sempre o que julgamos ser supérfluo tem isso como base. As cores têm em nossas vidas uma função maior do que podemos imaginar. Registros históricos nos dão indicações de que elas começaram a ser usadas pelos nossos ancestrais para atrair a caça, por exemplo. Ao longo do tempo, passou a ter papel importante na cultura e na religião, em lugares como Índia e China. Aristóteles, Leonardo da Vinci e Isaac Newton estudaram as cores e chegaram a conclusões que refletem hoje em nossa realidade. A aplicação desses conceitos teóricos resultou em estudos voltados para os aspectos psicológicos. Hoje, o uso e a aplicação correta das cores ajuda a equilibrar ambientes, gera bem-estar,  reduz o estresse, aumenta a autoestima e traz mais uma série de benefícios muito além do que poderíamos imaginar. As cores de marcas, anúncios, roupas e objetos não estão ali à toa. Elas são estímulos e mexem com a nossa percepção. Por isso, assim como a Pantone, escolha bem a cor que você vai usar durante o dia. Ela fará toda a diferença.

Abraços!