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“Ele é esquisito, mas ao mesmo tempo é tão sexy (…)”.  Palavras de uma modelo ao falar sobre mim para um fotógrafo. Qualidades como “esquisito” fizeram parte de toda a minha vida, na verdade essa foi uma das principais formas de bullying que sofri da infância até a adolescência. Ao entrar para o mundo da moda isso não poderia ser diferente, porém, o mercado me fez perceber que o esquisito e o exótico ganharam um sentido muito além daquele que eu já conhecia. Isso poderia ser um sinal para me tornar um grande modelo fashion e foi a partir daí que comecei a me aceitar e gostar dessa característica que me definiu por anos. Quando era escolhido para trabalhos dizia para mim mesmo “quanto mais esquisito melhor, Daniel” e assim exagerava nas caras, poses e roupas. Porém, sempre me alertavam: modelos como você nunca farão moda praia tanto pelo corpo como pelo rosto.

Diante dessa observação eu sempre procurava fugir de castings moda praia alegando que não tinha a típica beleza de um modelo para tal trabalho(rosto de homem maduro) e quanto ao corpo, sabia que minha barriga me deixava com pontos a menos por não ser tão bem definida. Passei boa parte dos anos focado apenas no mercado high fashion da moda. Mas dizer que essa foi minha primeira vez posando para moda praia seria mentira, porém, de fato essa foi a maior até agora. Participar dessa campanha para a Mar Del Castro me fez pensar “olha onde o esquisitinho chegou!” Isso foi como um tapa na minha própria cara por ter a mania de sempre me limitar, pois mesmo odiando padrões e rótulos acabava me submetendo a um. Lembro-me de assistir a seus desfiles e dizer para mim mesmo que nunca trabalharia com ela justamente por não ter o perfil ideal. Mas olha só que mundo pra dar voltas, não?

 

Quadro do salão onde foi feito a maquiagem.

Durante as fotos me peguei pensando em quantas pessoas já deixaram de usar roupa de praia por medo do seu corpo, por insegurança, por se achar fora do padrão e percebi que vivi uma experiência parecida quando me limitei. Sabe aquela coisa de você só acreditar quando acontece com você? Foi essa a experiência que tive e pode ter sido a última campanha desse segmento que eu tenha feito, porém ela foi necessária para aprender mais de mim mesmo.


Ao longo do tempo poderia sim, ter cuidado do meu corpo. Inclusive até cheguei a começar, mas sempre apareciam coisas que me impediam e sempre adiava esse projeto. Alguém se identifica com essa situação? O fato é que às vezes nem era uma vontade minha, se tratava de apenas uma pressão que colocava em mim mesmo para agradar a um mercado. Após essa experiência não descarto a possibilidade de entrar numa academia e procurar uma melhoria, mas primeiro sinto que foi preciso me aceitar e saber que fazendo ou não, gosto do meu corpo.

A grande questão é que muita gente sofre por não se identificar com esses padrões, com esses corpos que aparecem nas campanhas e a pressão social é enorme devido a isso. São cobranças que vêm de todos os lados, inclusive da família, então você chega a um dilema: a quem realmente você quer agradar, a si mesmo ou aos outros? Saber o que se quer é o primeiro passo para viver tranquilo consigo mesmo. Se você quer seguir o padrão, tudo bem. Porém, esteja preparado para encarar uma vida de limitações, restrições e imposições, porque manter as medidas no tamanho exigido pelo mercado não é nada fácil nem tão simples como se pensa. Porém, ir contra uma sociedade inteira para fazer valer a sua vontade pode ser algo completamente perturbador. O segredo, então, é seguir o seu coração. É respeitar a si mesmo e se aceitar. É mudar apenas quando você achar que deve. Aliás, o segredo é esse, sempre. Faça aquilo que você acredita que é MELHOR PRA VOCÊ. Quando você passar a se sentir realmente bem, todo o resto é consequência.

Agradeço a Mar del Castro não só pelo trabalho, mas pela experiência de expandir minha visão.

Abraços!

Recentemente me deparei com um comercial do Axe falando sobre como o machismo interfere na vida dos homens. Achei a ideia genial e necessária, já que vivemos em um mundo machista que massacra tanto homens quanto mulheres, mas os homens não têm coragem de colocar a boca no trombone e sofrem calados, vítimas deles mesmos.

De uns tempos pra cá temos acompanhado o crescimento do movimento feminista, o que é algo maravilhoso. A igualdade de gênero precisa e deve ser cada vez mais discutida, pregada e, principalmente, praticada. Há quem se contraponha, reclame, esperneie e acredite piamente que o feminismo é radicalismo por parte das mulheres e massacrante para os homens. Porém, somente quem não conhece de fato as necessidades do movimento e ainda não parou para fazer ao menos uma simples reflexão, acaba por condená-lo.

O feminismo não coloca a mulher em posição de vantagem sobre os homens, pelo contrário: reivindica respeito à igualdade de direitos, à conquista da liberdade pelo sexo feminino, liberdade essa necessária, que deveria ser um direito natural, porém, negada durante toda a história da humanidade. Mas será que é só às mulheres que o feminismo beneficia?

Em contraponto, temos o machismo, que tem a mulher como ser inferior e pré-determina quem está no comando – os homens, no caso. Porém, muita gente não se dá conta de que esse mesmo machismo que oprime as mulheres, acaba fazendo o mesmo também com os homens, porque define quem pode fazer o quê, atribuindo regras e funções aos gêneros e privando a nós, seres humanos, do nosso direito de sermos quem realmente somos, da maneira que queremos.

Assim, o machismo nos prejudica sim, e muito. Querem saber como? Ah, tem muitas maneiras. Inclusive eu mesmo tenho sofrido certa perseguição por causa disso. Porque homem que é homem não usa essa ou aquela peça de roupa. Usei croped em uma campanha e fui recriminado. Homem que é homem não usa calça colada, não se depila, não pode ser vaidoso. E você fica se perguntando a origem dessa trogloditagem toda, porque olha, não vejo sentido em nada que exista apenas com a função de limitar os outros. Porém, muita gente vive de pregar justamente isso. Mais um motivo para louvarmos a iniciativa do Axe.

Homens, esqueçam o machismo. Passamos a vida nos reprimindo, engolindo o choro, tendo que ser fortes, bons de briga, dominadores, namoradores, conquistadores baratos, durões, independentes, seguros e tudo o que a sociedade espera de nós. E o que ganhamos em troca? Sinceramente, nada. Nenhuma vantagem, nenhum benefício, nenhum mérito além de um monte de gente machista nos presenteando com elogios que cá entre nós, não servem para nada.

Obrigado por me entender, Axe. Obrigado por trazer à tona questionamentos tão úteis e necessários. Prefiro mil vezes o direito de chorar quando sentir vontade, de expressar medo, insegurança, de falar sobre o que eu sinto, de gostar de me vestir diferente, de não fazer o estilo machão, de não fazer sexo só por fazer, de não acumular mulheres apenas para prestar contas com a sociedade e poder sim, cuidar da minha aparência. Quero poder ser eu mesmo, sempre, na essência. Eu sou homem e quero igualdade de gênero. Quero ser livre, pra valer. E tudo o que o machismo não me permitiu até hoje, me desculpem, mas irei fazer.

 

Abraços!

Esses dias, durante um passeio pelas redes sociais, acabei me deparando com perfis de alguns famosos que me surpreenderam pelo número de seguidores. Fiquei imaginando o quanto poderia ser interessante o conteúdo postado por eles para chegarem àquele nível de popularidade. Na dúvida, fui pesquisar. Vi inúmeros perfis, muita gente considerada bonita, carismática, postando fotos em lugares de encher os olhos e quase sempre pessoas muito estilosas fazendo aquelas poses que a gente adora ver. Até aí tudo bem. Mas eu ainda não tinha as minhas respostas, aliás, ainda não as tive. E continuo sem entender o real motivo de se tornar um digital influencer.

 Temos visto cada vez mais digitais influencers ganharem seguidores, credibilidade e espaço. Mas uma coisa me chamou a atenção: por que essas pessoas tão famosas nas redes sociais são também tão padronizadas? Senti falta da diversidade de raças, de gênero, de classes sociais. A maioria dos influenciadores digitais não começaram pobres, classe D e E. Então por que nos influenciamos e nos deixamos fascinar tão facilmente por aquilo que pouco nos representa?

Vi sim, alguns perfis de mulheres negras e empoderadas pregando justamente esse empoderamento e a conquista tão merecida de espaço, o que me deixou feliz. Porém, onde estão os homens negros, os jovens de periferia, a “galera” do movimento de rua, os suburbanos que não seguem padrões, mas são cheios de atitudes e ideias realmente interessantes? Isso me obriga realmente a questionar: quem é seu digital influencer? Ele realmente te representa? Ele te inspira no modo de ser, viver, de encarar a vida e os problemas, na maneira como se expressa, como se veste e como usa a sua liberdade de ser o que quer em seu favor ou apenas reproduz o que tanta gente vem reproduzindo, vestindo a roupa da moda, a marca da vez e fazendo as velhas poses e carões já tão conhecidos?

Fingir rebeldia não é questionar problemas sociais. Usar o que a moda impõe não é atitude. Então, o que realmente te influencia? O que te faz querer comprar aquilo que alguém disse que é bom ou querer usar aquilo que determinada pessoa usa? Uma paisagem, uma pose ou a conta bancária? Tem certeza de que é esse o caminho que se deve realmente seguir? Bom, longe de mim dizer a você o que se deve fazer, logo eu, que vivo pregando a liberdade de ser o que se quer. Mas me incomoda ver que quanto mais diferentes queremos pregar que somos, mais iguais vamos ficando. Que queremos demonstrar consciência bancando a futilidade alheia e pegando carona naquilo que a gente gostaria que fosse a nossa vida, mas está longe de ser a nossa realidade. Eu não tenho um digital influencer favorito. Costumo seguir profissionais aos quais admiro e pessoas que acredito que tenham muito a me acrescentar/inspirar. Mas hoje gostaria de saber: por que ao invés de se deixar influenciar, a influência não vem de você?

Abraços!

“Na dúvida sobre o que vestir no casting de desfile opte por roupas totalmente pretas e de preferência use botas, pois elas passarão a ideia de que você é alto. Como somos modelos baixos dificilmente pegaremos desfiles, mas temos que passar essa falsa impressão de altura”, disse uma amiga que hoje é considerada uma das melhores modelos do Brasil e já pisou em várias passarelas. Essa foi sua resposta após eu lhe pedir ajuda em relação ao que deveria usar, logo que entrei nesse mercado. Apesar de possuir 1,80m de altura, para o mercado eu era considerado sempre muito baixo e isso me deu uma insegurança a qual carreguei comigo durante anos. Nunca imaginei que após essa conversa passaria tanto tempo indo a seleções usando somente botas e calças pretas com o objetivo de dar aquela falsa impressão.  Nos castings sempre era necessário mentir minha altura, pois se chegasse falando a verdade certamente seria descartado de imediato.

Mas esse tipo de atitude não era privilégio meu, havia modelos que assim como eu escolhiam sapatos com o solado o mais grosso possível também, no intuito de dar mais altura. Tudo isso porque modelos femininas de passarela tinham de 1,78m a 1,80m e com salto poderiam ficar maiores que os modelos masculinos e, claro, para o mercado não é esteticamente atraente mulheres mais altas que os homens. E são em momentos assim que surge o questionamento: de onde vem essa ideia de que homem não pode ser mais baixo do que mulher?

Ainda buscando respostas, vale ressaltar que a vida não se resume apenas as passarelas, ou seja, isso não é apenas um problema meu. Houve tempos em que tive a oportunidade de conversar com alguns garotos e até com alguns amigos e sempre era mencionado durante a conversa a já tão conhecida insatisfação com a altura, mesmo sabendo que todos estão no padrão de estatura brasileiro. Mas, e então, podemos dizer que a culpa é somente da moda? Não, mas matérias e dicas que o mercado insiste em pregar, como “dicas para alongar e afinar a silhueta” dão mais ênfase a esse complexo. Já cheguei a ler jornalistas e blogueiros mencionando o quão ridículo é um homem usar peça que dá a aparência de mais largo ou que lhe deixam “achatado”. Matérias como essas também circulam facilmente entre o mercado feminino, criando um padrão de estética de que o elegante são mulheres altas e magras. Infelizmente, com isso é criado um falso padrão de beleza prejudicando mulheres que não possuem esse biotipo e isso acaba afetando também os homens, mesmo que indiretamente, pois criamos a teoria (e algumas mulheres insistem em dar força para isso) de que homens devem ser mais altos que mulheres. Percebem o quanto isso é uma situação delicada?

Entendam, essas inseguranças (que não são exclusividade minha) modelos femininas, por exemplo, sempre têm receio com relação a estrias, celulite e quadril maior do que o padrão. Nos garotos a altura, barriga, cabelo, calvíce ou espinhas são características que até podem ser melhoradas, mas que tudo isso depende de existir uma aceitação por parte da pessoa e seu desejo de mudar ou não, porque é algo que está no seu corpo, como característica sua. Demorou muito para que essa insegurança saísse de mim, na verdade achava eu que jamais viveria sem ela. Durante a sessão de fotos sempre pedia o fotografo que fotografasse debaixo para cima, na tentativa de me alongar. Essas inseguranças podem lhe dominar, caso você não revide e comece a se impor. É preciso entender que características assim não te fazem menos atraente ou um modelo ruim. É necessário que se reconheça o talento que você possui sem precisar focar apenas no que te diminui, mas principalmente valorizando o que você realmente é.

Lógico que nem tudo se resume a essas matérias, mas é importante entender que você não precisa deixar de usar uma peça de roupa porque ela te deixou mais largo ou mais baixo, afinal isso de maneira alguma tira sua beleza. Mulheres, vocês não precisam se parecer com algumas modelos em questão de corpo. Homens, não é necessária “altura de modelo de passarela” para ser considerado bonito. Não deixe de apostar nas roupas que você quer independente delas te deixarem mais isso ou aquilo, afinal o que vale não é a aparência, mas a identidade e personalidade que você tem ao vestir roupas assim. Devemos sim, nos desprender cada vez mais desses rótulos. Se peguei passarela com minha altura? Poucas, daquelas de se contar nos dedos, mas isso não tira o crédito de coisas grandiosas das quais já tive o prazer de participar. E incrível como elas só apareceram agora, após desistir de tentar me encaixar no molde que o mercado queria me impor para finalmente passar a ser eu mesmo.

E quanto às marcas, é preciso repensar se o padrão imposto nos seus desfiles é algo conivente com nosso país multicultural e multirracial, pois há muito tempo os desfiles deixaram de ser eventos apenas para profissionais da moda para se tornarem abertos ao consumidor final. Bom, espero que minha opinião esteja valendo, afinal quem vos fala não é apenas um modelo que é considerado baixo para seus padrões, mas um cliente que também não se sente representado nessas ocasiões muito menos se encaixa nos já tão batidos padrões.

Abraços!

Padrão: de acordo com essas definições que a gente encontra nos dicionários, significa “modelo a ser seguido ou exemplo a ser copiado”. Automaticamente me vêm à cabeça aquelas frases comparativas que ouvimos na infância, quando nossa mãe diz “você deveria ser como o fulaninho. Olha só o fulano, aquele é que é um menino bom. Por que você não faz igual a ele?” Pronto, bastam essas comparações pra gente começar a se sentir mal, afinal não somos o tal fulano e muito menos gostaríamos de ser. Tudo o que queríamos, na verdade, era sermos amados, aceitos e compreendidos do jeito que éramos, meio desengonçados, amarrotados, envergonhados ou mesmo com a nossa timidez.

O fato é que crescemos ouvindo esse tipo de comparação e aquilo vai mexendo com a nossa autoestima. Porém, há uma ponta de esperança. Acreditamos que na vida adulta as coisas serão diferentes, afinal adulto faz o que quiser, certo? Errado. Quer dizer, era pra ser o certo, mas não é bem assim que as coisas funcionam. A gente cresce e pode fazer as próprias escolhas, mas o fantasma do padrão ainda nos assombra e agora mais vivo do que nunca. Quer entender melhor? Então experimenta ser diferente do que todos estão acostumados a pensar que é o mais bonito, o melhor, o que deve ser seguido.

Quer um exemplo? Tenho vários. Coloque uma modelo com número 42 desfilando para uma grife famosa. Entendam, estou me referindo a modelo, nada de digital influencer, atriz ou alguém que já tenha um público fiel e cativo independente de qualquer coisa. Dará certo? Não tem nem perigo. Ninguém aceitará, pelo contrário: o número 42, que cá entre nós, é sim, um número como qualquer outro, será excluído, humilhado, massacrado e comparado ao 38, ao 36, etc e começará toda aquela história que a gente já conhece. Outro exemplo, que por sinal é bem comum: quantas modelos negras se vê num desfile aqui mesmo, nas passarelas do nosso país?

Agora dê uma olhada ao seu redor e me diga: o número de pessoas negras nos comerciais, nas campanhas, nas novelas, no teatro, nos desfiles e no cinema é correspondente ou proporcional ao da população brasileira? Claro que não, afinal inventaram algo chamado padrão e criaram para ele um monte de regras que a maioria de nós está longe de conseguir /querer seguir. São padrões que não são nossos, mas que nos impuseram e todos os dias tentam nos fazer engolir goela abaixo, como se fôssemos obrigados a nos adequar ao que os outros querem e não sermos o que realmente somos.

Contudo, não seguir, não fazer parte, ser “diferente”, implica na maioria das vezes em ser também excluído. Gente gorda na moda só ganhará espaço como modelo plus size, não apenas como modelo. Haverá sempre um rótulo para diferenciar um modelo de um “modelo negro”, como se só a palavra modelo representasse gente comum e todos os outros considerados fora do padrão precisassem de uma palavra-complemento, um sufixo, uma explicação. Mas não somos todos gente comum? Deveria mesmo existir essa separação? Eu entendo que há uma segmentação de público, de estilo, de gosto, que há moldes que são desenhados para esse ou aquele corpo, com essas ou aquelas medidas. Porém, acima de tudo, somos humanos. E ser humano é ser igual em direitos, é precisar de representatividade, mesmo com suas particularidades.

Quando decidi seguir a carreira de modelo eu sabia que seria difícil, mas não imaginava que fosse tanto. Imaginem só um cara magro, sem músculos definidos ou barriga tanquinho estampar campanhas de marcas de roupa ou de acessórios! Como vender produtos masculinos não sendo o padrão masculino esperado pela mídia, pelas agências e até pelo próprio público? Porém, em toda correnteza há sempre alguém que nada contra e foi o que resolvi fazer. Recusei-me a aceitar que não posso, que não sou, que nunca serei. Simplesmente decidi que eu sou. Porque nunca engoli que eu deveria ser como o fulaninho, mas decidi ser eu mesmo em toda e qualquer circunstância e mostrar para quem quiser ver que ser diferente é normal, que homem pode usar qualquer peça e que querer que os outros sigam um padrão é torturar o ser humano lhe submetendo a uma condição. Padronização? Não. Vale mais a diversidade.

Por um mundo onde você possa ser o que quiser, de verdade.

Abraços!

Medo do que os outros irão dizer – uma frase forte que só de ouvir já causa um frio na barriga em muita gente. Percebemos o quão desagradável ela se torna quando é a nós que ela é dirigida, chegando até mesmo a nos causar uma certa retração em algumas situações. Vivemos numa sociedade onde estamos sujeitos a passar por críticas alheias, principalmente sobre o nosso modo de vestir, ou seja: usar tudo aquilo que queremos e da maneira como gostamos não é uma tarefa fácil.  Só de pensar na quantidade de coisas que deixamos de fazer ou roupas que desistimos de vestir por medo de uma segunda opinião me faz refletir sobre até que ponto estamos vivemos nossa vida de acordo com o que queremos.

Já se perguntaram o que vocês deixaram de fazer por medo do que irão falar? Não é necessário ser algo perigoso ou maluco, basta lembrar das vezes em que você se sentiu receoso com o que estava vestindo. A situação se torna pior quando você, ao entrar numa loja, sente vontade de usar ou comprar determinada peça, mas a mídia ou pessoas próximas a você te fizeram acreditar que não tinha “o corpo ideal” ou estilo para vesti-la. É nesse momento que percebemos o quão chato é quando opinam no que você veste, sempre achando que estão ajudando, quando na verdade tudo isso acaba te reprimindo. Opiniões assim são como uma prisão, que te limitam de tal maneira que sua identidade vai embora para tentar se encaixar em um molde do agrado de outros.

Se tem uma coisa que aprendi nesses anos de blog e de moda é que a frase “ fulano está passando vexame com tal roupa” é algo muito singular e não uma regra. Talvez para você o “passar vexame” sejam homens de cropped, mas para esses homens quem passa vexame são pessoas com opiniões tão chatas como essa. É por isso que devemos respeitar a decisão de cada um na hora que se escolhe usar o que deseja, pois só você mesmo saberá o que te faz sentir-se bem.  Por muito tempo vivi situações assim, quando pessoas próximas a mim insistiam em me enfiar suas opiniões goela abaixo com frases como “você é tão bonito, não precisa se vestir dessa forma. Homem não precisa usar calças tão coladas. Você não tem vergonha de usar esse tipo de roupa?”. Foi então que respondi para mim mesmo: e daí? E daí se eu gosto de usar roupas coladas, e daí se às vezes costumo misturar peças bem opostas, e daí se uso jaquetas no calor, se isso me faz sentir bem?  Não precisamos nos importar com opiniões alheias, sério. Só quem sabe o melhor para você é você mesmo, então comece a amadurecer a ideia de que segundas opiniões nem sempre lhe acrescentam. É necessário que você se desprenda dessa barreira que estão criando em relação ao que você veste e a tudo o que diz respeito à sua vida, afinal é você o roteirista, diretor e personagem principal e só você pode decidir sobre qualquer coisa, certo?

E para quem gosta de opinar sobre as roupas de outras pessoas, uma dica: você não é obrigado a achar tudo lindo, mas é seu dever respeitar e só expor sua opinião quando convidado a fazê-lo. Caso contrário, não interfira no vestir do outro. Achar um estilo bonito ou feio são concepções suas, não tem por que mudar, mas amadureça a ideia de que cada um é livre para usar o que deseja e não cabe a ninguém interferir.

Por fim, é necessário entender que não precisamos de mais críticos de estilos, na verdade precisamos de influenciadores de liberdade, esses que sempre nos motivam a sermos livres apenas sendo nós mesmos. E cá entre nós, não há nada mais lindo do que essa autonomia. Por isso, chega de se limitar pelas opiniões alheias. Que possamos todos os dias nos moldar de acordo com a nossa própria essência, com base naquilo que realmente acreditamos, afinal de contas para quem mesmo é que a gente se veste?

Abraços!

Homem que é home não pode… E assim começam muitas histórias de machismo, preconceito e intolerância. Vivemos em uma sociedade machista, isso é fato. E por mais que tenhamos avançado em alguns pontos, ainda é complicado para um homem optar pela vaidade quando ela não envolve músculos bem trabalhados ou estilo bad boy. A masculinidade está quase sempre associada ao homem barbado, malhado, de terno, camisa gola polo ou bermuda. Mas claro, ser homem é muito mais do que isso.

Eu sempre gostei de me vestir diferente. Sempre me senti bem assim. E isso muitas vezes me causou alguns problemas, a maioria deles relacionada ao preconceito, seja da família, dos amigos ou até mesmo de desconhecidos que chegaram a me olhar com ar de bizarrice. Porém, nunca me intimidei. Pelo contrário, sempre procurei cada vez mais peças diferenciadas, que tivessem a ver com a minha personalidade e não me fizessem sentir mais um na multidão. Não que eu queira ser mais ou melhor do que ninguém, pelo contrário. Essa postura na verdade me fez incentivar outras pessoas a também vestirem o que querem, em especial o público masculino. Sim, porque as mulheres, de certa forma, já possuem alguma liberdade em relação à vaidade, à beleza, às cores e estilos. Homem, infelizmente, ainda não. Uma mulher, por exemplo, pode sair por aí usando calça e se sentir feliz da vida, inclusive, se ela quiser, a calça pode lhe sair um item super sexy. Agora imaginem o contrário – um homem andando por aí de saia. Já existe, não é? Porém, isso quase não é aceito, embora a aceitação não seja lá o principal, até porque ninguém tem nada a ver com o que os outros usam ou deixam de usar. Mas gostando ou não você tem que respeitar.

Segundo a nossa sociedade, há algumas regras que devem ser seguidas à risca pelos machos alfa em questão: não tirar a sobrancelha, não se depilar, não usar calça skinny, não usar maquiagem, não usar peças do guarda-roupa feminino, não… Olha, são muitas, e se eu for listar todas precisaremos de um outro post só para destacá-las. Porém, já dá para se ter uma noção de que aquilo que define a nossa masculinidade está ligado a comportamentos enraizados em nossa sociedade desde uma época em que moda era um assunto longe de merecer ser discutido. E isso, claro, é muito injusto conosco, homens do ano XVII do século XXI.

E vocês sabem quem são nossos maiores inimigos? Nós mesmos, claro. Tenho a impressão de que o homem por si já nasce preconceituoso – com os outros e com ele mesmo. Mas claro, a culpa não é só nossa. Somos criados ouvindo a velha e cansada frase “homem que é homem não pode” e lá vem aquela lista de coisas que mencionei ali em cima, inclusive, há um quesito não mencionado, mas bem tradicional: o choro. Então, se você também já se sentiu oprimido, não precisa mais engolir o choro. Chegou a hora de nos expressarmos como bem quisermos e a maneira como nos vestimos é uma boa opção maneira para se começar.

Bom, preciso dizer que fácil não é. Você precisa, antes de tudo, vencer seus próprios medos, receios e preconceitos. Precisa dizer a si mesmo que você pode e passar a ter a consciência de que se você quiser mesmo que as coisas sejam diferentes, é bom começar a agir diferente. Pra que a sociedade mude alguém precisa começar. Muitos já começaram, mas quem os acompanhará? Quem terá a coragem de deixar de lado o macho man interior para finalmente se tornar um homem livre? Bom, que você não faça por modinha, mas pelo real significado da moda: de que ser você mesmo é a melhor maneira de expressão. E que você se sinta bem sendo vaidoso, diferente ou até mesmo seguindo a multidão.

Abraços!

Recentemente li um artigo que questionava as compras exageradas de produtos lançados como tendências, mas que consumidos de maneira tão massificada que passaram a saturar o mercado. E pude perceber o risco que é nos deixarmos levar pelo que o mercado praticamente nos obriga a consumir, sem nos darmos conta de que na maioria das vezes estamos levando para o nosso guarda-roupa peças que nada tem a ver conosco, mas com toda e qualquer pessoa que achar aquele produto “bonitinho” ou “descolado”.

 O que muita gente atribui à moda não é a moda propriamente dita. Muitas vezes querem nos empurrar goela abaixo uma cor, um sapato, um casaco, um novo jeans, uma estampa, um tecido ou seja o que for, alegando que aquilo é a nova tendência e que vai sim, fazer muito sucesso. Com o marketing devidamente trabalhado o produto é vendido em larga escala. As fast fashions estão lotadas de pessoas que se veem maravilhadas por eles. E pouco tempo depois temos uma multidão se vestindo praticamente igual.

Mas espera aí, moda não era aquilo que te diferenciava? Não era a moda que tinha a função de te dar uma personalidade única, de te destacar pela ousadia de ser você mesmo? Então por que há tanta gente comprando a mesma coisa com o objetivo de se sentir único? Talvez porque o mercado esteja preocupado apenas em vender e não em conscientizar. Porque para uma indústria não compense fabricar peças diferentes, mas fazer crer que algumas o são. E quem acredita se iguala à multidão.

Bom, eu vivo gritando aos quatro cantos do mundo que moda é essência e que é essa essência que vemos refletida na sua aparência. Mas como enxergar isso numa multidão de camisetas de estampa floral, de sapatênis ou de camisas cor de rosa? Será que você está realmente vestido de si mesmo ou o mercado está te vestindo como ele bem entende e te fazendo acreditar que você “anda na moda”? Afinal de contas, andar na moda é fazer moda? Foi-se o tempo em que me iludia com posts retratando tendências ou mostrando peças de determinados desfiles no estilo “10 peças que você precisa ter no seu guarda-roupa”. Não, nós não precisamos ter isso ou aquilo, essa é uma necessidade mais deles do que nossa. Chega de imposições, agora somos nós quem tomamos as decisões.

Já conversamos sobre isso outras vezes e uma das coisas que sempre defenderei é que é você que faz a moda e não a moda que faz você. Portanto, quando o comercial te disser que é essa ou aquela marca que deve ser usada, quando as revistas te disserem que a cor do ano é aquela tal e as lojas encherem os manequins e araras de determinadas peças, reflita. Você não precisa vestir o óbvio, nem o mais fácil, nem o mais sofisticado para estar bem na fita. Tudo o que você precisa é usar aquilo que parece com você, que reflete o que você é e mostra ao mundo (ou a quem você quiser) que ser livre é muitas vezes ir na contramão do que as pessoas estão pregando por aí como liberdade, mas vem disfarçadas em etiquetas de R$ 49,90.

Abraços!

Logo quando dei meus primeiros passos na indústria da moda fui instruído por profissionais que cuidavam da minha carreira de modelo e afirmavam que “modelo sempre deve estar sorrindo”. Independente da situação em que você se encontrasse deveria lembrar que era um cabide e que tal objeto não reclama. Fui orientado que no início da carreira não poderia dizer não para alguns profissionais, somente quando atingisse um certo nome na indústria. Então, se um profissional fosse grosseiro comigo eu não teria escolha e deveria engolir o sapo.

Durante muito tempo segui os conselhos que me passaram até perceber que mesmo me sacrificando daquela maneira as portas não estavam sendo abertas. A partir daí comecei a traçar minha própria carreira, me desligando de agências que só me tinham em seus castings apenas para fazer volume. Sim, eu sabia do risco que seria seguir por esse caminho, mas estava cansado de nunca me darem uma oportunidade, de sempre me dizerem o que eu tinha que fazer, de tentar me encaixar em um padrão, de precisar ter esse ou aquele comportamento diante de uma indústria que não te aceita como você é, que não respeita seus limites e quer que você seja no mínimo perfeito.

Em meus tempos livres comecei a ler sobre moda e sobre a carreira de modelo e assim fui aprendendo sobre como montar ensaios fotográficos de modelos, trabalho que hoje chamamos de ‘photo shoot’.  Para sempre manter meu portfolio atualizado comecei a montar meus próprios trabalhos, assim não fico para trás no mercado por não possuir uma agência. O passo seguinte foi procurar amigos que estivessem dispostos a me ajudar, pois alguns estavam entrando na carreira de fotógrafo e tinham não só disposição como também sede de fazer trabalhos de qualidade que lhes rendessem o almejado reconhecimento. Logo começamos a rodar Fortaleza atrás de lugares bacanas, uma aventura cheia de desafios para profissionais que queriam conquistar sua independência e fazer valer o seu trabalho.

Entre erros e acertos fui fazendo minha própria trajetória e tendo consciência do que queria e do que não queria. Nos erros acabava virando motivo de piada para alguns. Nos acertos passei a ser inspiração para outros. Comecei então a me dar conta de que não importava a situação em que me encontrava, jamais iria fazer certos tipos de trabalho para alavancar minha carreira como modelo ou trabalharia com profissionais que insistissem em me destratar. O mínimo que as agências ou outros profissionais poderiam ter por mim era respeito e é disso que não abro mão de jeito nenhum.

Pois bem. Seguir esse caminho não me impediu de engolir muitos sapos na indústria da moda, como citei em outros textos. O mercado local tem muita dificuldade em dar oportunidade para um modelo sem agência. Porém, foi isso que me fez ser dono da minha própria imagem, me ajudando a conhecer cada vez mais a mim mesmo, a me aceitar e me respeitar. Passei a me tratar como uma empresa e a traçar metas para serem alcançadas a longo prazo, não para satisfazer aos outros, mas para me sentir realizado diante de meus próprios objetivos.

Hoje percebo que o jogo virou. Para se tornar um modelo é necessário muito mais do que um rosto e altura com medidas. É preciso uma imagem pessoal bem trabalhada com muita personalidade, que desperte nas marcas o desejo de ter seu rosto vinculado às suas campanhas. Segundo Tyra, super modelo dos anos 90, hoje um modelo não tem que ser apenas um rosto bonito ou alguém famoso nas redes sociais. É preciso ser os dois, o que eles chamam de ‘Boss’, cuja tradução é “Modelo Chefe”, aquele que além de modelo tem seu próprio negócio e faz sua própria marca no mercado.

Porém, eu acredito que hoje, caros amigos, vocês devem ser fiéis à sua própria marca, àquilo que vocês são, aos seus conceitos e ideologias e não precisam ter que se submeter às pressões do mercado, como foi o caso da modelo Ruby Jean Wilson, que é vegana e enquanto estava na maquiagem para fazer um editorial descobriu que as peças eram todas feitas de pele de animal. Receosa e um pouco confrontada consigo mesma e com a carreira ela explicou para os profissionais que não posaria e largou o estúdio. Então pergunto: de quem foi a falta de profissionalismo? Com essa atitude ela pode ter se prejudicado no mercado, mas não se rendeu aos “encantos” desse trabalho. Ela foi fiel a si mesma e à sua própria marca e isso, meus amigos, é o melhor que podemos oferecer nesse universo.

Hoje percebo que fiz bem largando aquilo e aqueles que insistiam em me moldar para ser um manequim sem cérebro. Hoje tenho a liberdade de possuir vontade própria e vocês nem imaginam o quanto isso é realmente libertador. Não me sinto menos profissional do que ninguém, nem me martirizo por seguir meu próprio caminho. Claro que seria muito bem-vinda a assistência de uma agência, mas acredito que a vida tem seus motivos e que nada é por acaso.  Hoje me sinto feliz com tudo o que construí ao longo desses anos. Posso não ter feito internacionais ou desfilado nos Fashion Weeks, mas isso não me faz menos modelo, pelo contrário: me dá muito orgulho poder ter o privilégio de construir minha própria imagem. Devido às escolhas que fiz outras portas se abriram e hoje só trabalho para marcas com as quais possuo alguma identificação. É muito bom ter poder de decisão sobre a sua carreira e poder dizer ‘sim, é esta a marca para a qual desejo trabalhar’. Alguns me chamarão de louco, outros de mau profissional. Porém, nada que os outros digam pode realmente te diminuir, pois só quem sabe o que é melhor para você é você mesmo.

 

Abraços!

Às vezes ser você mesmo pode ser considerado um crime. Não, não é exagero, é isso mesmo. Sermos nós mesmos muitas vezes tem um preço muito alto, cobrado principalmente pela sociedade. Se você usa uma roupa, um corte de cabelo ou faz qualquer outra coisa considerada diferente, começa de repente uma avalanche de críticas que, acreditem, pode não ter limites.

Tomei como exemplo disso uma amiga que resolveu usar o que queria: colocou um biquíni cavado, foi aonde quis – praia, piscina e simplesmente se permitiu fotografar e postar nas redes sociais. O que ela fez de errado? Nada! O corpo é dela, ela é adulta, dona do próprio nariz e tem poder de decisão sobre si mesma. Mas a sociedade não aceita. Amigos(?) criticaram e começaram a espalhar suas fotos em grupos do whatsapp, fazendo piadinhas de mal gosto e tentando denegrir a sua imagem.

Então funciona mais ou menos assim: você tem que usar o que eles querem, o que determinam ser bom pra você e não aquilo que você escolhe. E eu gostaria muito de saber explicar o motivo disso, mas não consigo encontrar nenhuma explicação razoável. Não há lógica em se incomodar com o que o outro usa, com o que faz, com o jeito de ser, de vestir, de falar, de viver. Desde que a vida da outra pessoa não afete a sua (e não, não afeta), o nosso maior incômodo parece ser uma dificuldade imensa de conviver com as diferenças, de não aceitar as opiniões e muito menos as pessoas como elas são.

Não estamos preparados para um mundo mais evoluído porque nós mesmos não evoluímos. Se uma mulher coloca um shortinho e principalmente se ela é gorda, mais cedo ou mais tarde virá um comentário mais grotesco e uma demonstração explícita de preconceito, seja no mundo virtual ou no real, porém, no virtual as piadinhas tendem a se espalhar numa velocidade incrível.

Ninguém para pra saber como o outro se sente, ninguém quer aceitar que as pessoas já nasceram livres, que as amarras sociais são idiotices completas e sem sentido algum. Estamos presos a costumes e conceitos de nossos antepassados que acreditavam que o machismo era o melhor conceito de vida e não aceitavam ser contrariados. E você pode até dizer que não concorda com isso, mas faça aí uma reflexão e acabará se deparando com uma crítica ou piada que fez e que, por mais idiota que possa ter parecido, certamente acabou ou acabaria ferindo alguém gratuitamente.

É, não é fácil. Não é fácil pra mulher, que quer usar uma saia curta ou um decote sem ser criticada ou virar alvo fácil dos “homens machos alfa”, assim como não é fácil pro homem que quer o direito de ter vaidade, de vestir algo além dos bermudões de surf e das camisas gola polo. Mas não é porque não seja fácil que não deve ser feito. O seu jeito de ser não é crime. Crime é difamar, criticar, apontar e ridicularizar alguém. As críticas existem porque pessoas preconceituosas ainda povoam este mundo e são altamente contagiosas. Porém, elas não são capazes de tirar o nosso direito de ser quem somos e de vestir o que queremos. Elas não podem arrancar a nossa essência. Porque nenhum julgamento será capaz de nos intimidar. Nenhuma avaliação negativa nos ditará regras que não são nossas. E nenhuma piada terá mais força do que o nosso poder de fazer aquilo que já nascemos sabendo: sermos nós mesmos.