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Garoto In Foco - Por Daniel Saraiva
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Todos os posts sobre Garoto in Foco
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Por Daniel em 16 de fevereiro de 2018
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No mundo em que vivemos hoje cada um precisa de uma arma. Não, não me refiro a essas que espalham terror por onde passam, mas àquelas que nos dão voz e coragem para expressarmos tudo o que sentimos, armas essas que nos ligam a pessoas que nos apoiam e compartilham da mesma opinião, tornando mais forte a causa ou situação a qual estamos abraçando.

Todos sentimos essa necessidade de nos armar de expressão e andarmos por aí munidos de opiniões e ideias bem embasadas, para que no momento exato possamos mirar e atirar. Colocar para fora aquilo que sentimos é algo realmente libertador e cada um procura a melhor maneira de fazer isso: uns usam as redes sociais, outros, porém, gravam vídeos e há aqueles que criam sua própria plataforma de site/blog. Seja como defesa ou ataque, cada um usa como achar melhor, mas nem sempre os resultados são positivos. Nesse assunto posso até me citar como exemplo, pois encontrei na moda a minha verdadeira forma de expressão, de me fazer ser visto ou ouvido por tudo que tinha para dizer. Porém, foi no blog que travei batalhas quase que diárias com pessoas, sistemas, regras e em algumas situações até comigo mesmo.

Para os profissionais da moda o próprio mercado é uma forte arma, mas que infelizmente nem todos sabem usar, pois ela acaba sendo uma faca de dois gumes. Um exemplo recente foi o tapete vermelho hollywoodiano recheado de atrizes e atores usando preto em forma de protesto contra os abusos sofridos por mulheres em sets de filmagens. Atrelado a isso tivemos também a modelo Cameron Russell que incentivou modelos masculinos e femininos a mostrarem sua voz e relatarem os frequentes assédios que sofriam nesse mercado de modelo, que cá entre nós, vêm acontecendo desde muito tempo. É a moda sendo utilizada para denunciar aquilo que acontece em seu próprio universo, mas que, claro, não deveria acontecer. Situações como essas mobilizaram pessoas de vários lugares do mundo e fizeram aquele reboliço no mercado para que as mudanças realmente acontecessem e eu acredito que elas realmente estejam começando a acontecer.

Outra arma utilizada recentemente, mas que infelizmente foi para o mal, mesmo que sem intenção (porém de profundo mau gosto), foi a campanha da marca sueca H&M, que colocou uma criança negra usando um moletom com a seguinte frase: “O macaco mais legal da floresta”. Um ato racista, infeliz, que causou uma revolta compreensível por parte do público.                                                                                                                                                                                                                                                Um pedido de desculpas foi comunicado, houve perda de duas parcerias de grande porte e não se sabe ao certo o quanto isso afetou as vendas, embora tenhamos a noção de que não foi pouca coisa. Mas nessa situação pudemos concluir o quanto a H&M acabou dando um tiro no pé, não é? Infelizmente ela não foi a única e nem será a última. Porém, é necessário que as marcas e pessoas entendam que hoje cada um tem suas armas esperando o momento certo para utilizá-las, alguns com consciência, outros sem um mínimo de bom senso. Por isso, é importante que o pensamento de agora em diante não seja a defesa em si, nem mesmo o ataque, mas o coletivo, a missão de amenizar esse duelo de armas entre pessoas e marcas que presenciamos com tanta frequência.

Se antes a moda falava, hoje ela praticamente grita com tudo o que tem a dizer. Afinal, se olharmos o atual estado do mercado, veremos que por trás de quase tudo existe uma mensagem fortíssima, seja ela qual for. Alexander McQueen, Vivienne Westwood e Jonh Galianno foram os pioneiros que conheci a utilizarem suas armas dentro do universo da moda, mas, atualmente, há Alessandro Michelli e Demma Gavsalia, que refletem em cada coleção tudo aquilo que desejam passar. Dizer que a moda é fútil e inútil já se tornou um conceito bastante antiquado. Aqui no Brasil tivemos Zuzu Angel, que usava suas criações como forma de protesto contra a ditadura. E, claro, existiram e existem muitos outros com boas histórias de resistência para contar.

A moda nos dá essas armas, mas é preciso sabedoria e estudo para que você saiba usá-las da forma correta. Caso contrário, estará apenas seguindo a multidão em meio a muitos outros que não sabem para onde estão indo. Por isso, é importante que antes de conhecer nossas armas nos conheçamos cada vez mais, para saber que tipo de arma podemos manusear. No mais, vale ressaltar: informação é tudo. Por isso, antes de nos armarmos de qualquer conceito, nos municiemos de conhecimento. Somente assim teremos propriedade para lutar em qualquer guerra e, principalmente, lutar pela paz.

Abraços!

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Por Daniel em 15 de janeiro de 2018
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Se você está procurando por um texto que fale sobre o quão massacrante é a sociedade, assim como as cobranças por ela exigidas, infelizmente esse não é o texto. Na verdade, o assunto sobre o qual venho tratar é algo bem singular. Trata-se dos padrões impostos por você mesmo, daqueles que você insiste em colocar sobre si mesmo e acaba não suportando e vivendo uma eterna frustração. Calma, agora sim, aqui é o seu lugar, pois você está lendo o texto de uma pessoa que insiste em se cobrar cada vez mais.

Meus pais se casaram cedo e com 20 anos minha mãe engravidou de mim. Nessa época eles já possuíam seu próprio negócio e aos 30 a vida deles já estava estabilizada. Isso me fez criar a teoria de que nessa idade já deveríamos estar com os objetivos alcançados. Bobagem minha, mas uma paranoia que me perseguiu durante anos, por isso acabei traçando muitos objetivos e metas que nunca consegui realizar. E pior: todas com prazo de validade, tanto profissional como pessoal.

Objetivos e metas são necessários, mas quando mal administrados podem te deixar numa rotina complicada de busca para alcançá-los. O resultado disso pode ser um tanto desastroso, afinal, quando não conseguimos atingir as nossas metas vem aquela sensação de fracasso.

Mas, afinal, de quem é a culpa por eu me sentir tão pressionado? Lógico que foi toda e inteiramente minha, que resolvi por conta própria me sufocar com tanta pressão. O problema foi que comecei a olhar muito para a vida de outras pessoas sem compreender que a minha não funciona da mesma forma. Claro que algumas pressões foram importantes, sim, para o aprendizado e o foco naquilo que eu queria, mas em alguns momentos isso me fazia sentir-me fraco e sufocado e o resultado disso foram muitas vezes querer desistir por não saber o significado de esperar.

Na há regras ou livros que digam que as coisas podem acontecer facilmente e acredite: se há algum que prometa, ele não necessariamente servirá para você. Na vida a gente deve escolher pelo que vale a pena batalhar e quanto tempo valerá investir no tal objetivo, o que é muito pessoal e certamente não acontecerá para mim da mesma maneira que acontece pra você.

O tempo que gastei torrando meu psicológico colocando fardos pesados poderia ter descoberto e feito coisas que só cheguei a realmente concluir muitos anos depois, tudo isso devido a uma grande cobrança de que precisava estar realizado antes dos 30, que precisava de uma casa, estabilidade financeira e que estaria realizado profissionalmente. Poderia até mesmo ter cuidado mais da minha saúde. E por conta disso acabei atrasando cada vez mais meu amadurecimento.

Vez ou outra ainda me pego olhando meu relógio cronológico e querendo me colocar pressão com a idade avançando, mas não é bem assim que as coisas funcionam. Não devemos nos torturar por isso e sei que nessa hora a sociedade ajuda bastante a aumentar essa pressão, mas ainda assim a culpa é nossa, que decidimos sugar toda essa cobrança como se fosse o ar mais puro que existe, quando na verdade isso acaba sendo veneno para nós mesmos.

Percebido o erro, hoje me relaciono melhor com ele e com minhas metas. Parei de me sentir paranoico ou de me preocupar mais do que deveria. Não vale a pena ficar comparando a nossa vida com a de A ou B, porque cada um tem seus próprios sentimentos, expectativas, medos e desejos. Só você sabe o seu potencial e com o que vale a pena gastá-lo, então é completamente inútil ficar pensando que fulano tem apenas tantos anos, mas já é um empreendedor de sucesso. Foque na sua vida, afinal o tal fulano não tem (ou ao menos não deve ter) nenhuma influência sobre ela.

Hoje meus objetivos permanecem os mesmos, mas com essa caminhada tão duradoura as coisas foram se ampliando e outros caminhos foram sendo traçados, o que descobri graças a essa demora das coisas se realizarem. Dizem que o apressado come cru e é verdade; eu estava tão preso a isso que não enxergava que se esperasse um pouco mais a comida viria bem melhor. Agora que sei estou começando a me deliciar com o melhor prato que já experimentei na vida: viver minhas próprias experiências dentro de meu próprio tempo.

Abraços!

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Por Daniel em 8 de dezembro de 2017
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Há momentos na vida em que sigo pensando o que há de bom mesmo na internet. Vocês também pensam assim? Existem épocas em que você se pergunta se é realmente necessário manter uma página/rede social online se isso ocupa 100% do seu tempo. Quando passo por épocas assim me pergunto se dar um tempo de tudo é realmente necessário, afinal já se tornou regra o blog parar uma vez por ano. Não que isso seja irresponsabilidade minha ou mesmo falta de interesse, como já falei anteriormente, amo esse lugar, a energia que ele me passa e o crescimento que ele me proporcionou até aqui. Porém, há momentos em que é necessário sim, nos afastarmos um pouco para enxergarmos sob um novo ângulo o que estamos fazendo e assim refletirmos e procurarmos novas ideias, caminhando rumo à evolução.

Há momentos em que fico com receio de passar a imagem de uma pessoa sem compromisso e inconstante por estar sempre querendo mudar uma coisa ou outra aqui no blog. Aliás, não somente aqui, mas em tudo: na verdade procuro sempre a renovação, sempre trazer algo novo que fuja um pouco da rotina. Sim, eu tenho muito problema com rotina e acredito que todos que possuem blogs devem também procurar trazer algo novo, pois caso contrário você poderá se fadigar ou mesmo tornar seu espaço mecânico, sempre com os mesmos assuntos e nenhuma novidade. Isso sem contar que cada vez mais as pessoas estão desistindo de ler blogs, como já falei anteriormente, então é necessário sim nos renovar para conquistar um novo público, mas claro, sem perder a identidade.

O que aprendi longe de tudo

Aprendi que na vida você não precisa ser somente sorrisos, que se você não estiver bem é normal se desligar um pouco de tudo. Há pessoas que não colocaram crédito no que você faz? Sim, mas acima de tudo é preciso entender que somos humanos, não podemos nos sobrecarregar muito, pois em algum momento podemos desmoronar. Passar um tempo longe me fez enxergar cada vez mais meu espaço e ver o que preciso acrescentar e mudar, sim mais mudanças virão. Mas acima de tudo aprendi que espontaneidade nas redes sociais é muito melhor do que forçar algo que não representa quem você realmente é. E foi assim, longe do Garoto in Foco que consegui enxergar ou reenxergar o propósito de ter esse espaço, afinal, em momentos ruins poucos são os que conseguem enxergar coisas positivas, mas a minha estava aqui. É nesse lugar, entre as páginas do Garoto in Foco que me sinto feliz e realizado. Aqui perco meus medos e me sinto livre para ser cada vez mais eu mesmo, sem rótulos, sem invenções, enquanto também ajudo quem lê e acompanha.

Bom, o mais importante é que seu espaço deve ser uma extensão do que você é. Se aquele momento que você está vivendo for ruim, não é errado mostrar que não está bem. Precisamos entender que a vida não é só felicidade e mostrar isso 24 horas nas redes sociais acaba se tornando uma grande mentira. Lógico que não se trata de expor tudo o que está passando, mas de haver um equilibro entre o que se posta e o que se está realmente sentindo.

E para concluir, peço que não desistam do Garoto in Foco assim como eu nunca desisti. Estou sim, em constante mudança e refletindo cada vez mais sobre tudo isso aqui, porém, uma coisa é certa: homens demoram a amadurecer mais do que as mulheres, então ainda estou nessa fase de amadurecimento, hahahahaha! Portanto, é necessário paciência, pois tudo são ciclos e fases e para que uma nova fase venha é necessário encerrar a antiga. E é isso que estou fazendo. Que venha o recomeço!

Abraços!

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Por Daniel em 6 de outubro de 2017
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Causar desejo – é com esse objetivo que as lojas de fast fashion trabalham, procurando despertar em seus clientes uma grande necessidade através da variedade de produto e seus preços “significativamente baixos”. Pense em quantas vezes você saiu de casa para comprar apenas uma camiseta ou uma calça e voltou com mais de uma peça, com a desculpa de que os preços estavam ótimos, porque encontrou a peça que tinha visto na internet e sabia que próxima semana não estaria mais disponível, afinal lojas assim mudam de coleção quase que todos os meses trazendo mais novidades.

Fui um consumidor assíduo de fast fashion daqueles que todo mês separava metade do salário, onde 90% do meu guarda-roupa era composto por marcas desse segmento. E em épocas de promoção parecia até cena do filme Delírios de Consumo de Beck Bloom, tamanho era o estrago que fazia. Usava como desculpa que eu precisava de cada peça na nova estação e como sempre estava fotografando look, era bom ter muitas opções. As coisas foram mudando quando comecei a descobrir os horrores por trás de uma coleção de fast fashion, todo o escândalo de trabalho escravo que às vezes colocamos em nossas cabeças de que são boatos ou histórias antigas para que possamos alimentar esse monstrinho consumista dentro de nós.

Me livrar de comprar em fast fashion não foi fácil e ainda não está sendo. Vez ou outra me pego desejando algo e às vezes até caindo em tentação, mas reflito um pouco sobre o quão egoísta estou sendo com tal atitude. Há quem não bote fé nessa minha postura, como um amigo que sempre procura enfatizar de que não adianta deixar de comprar se o desejo ainda continua.

Mas caros amigos, aí é que está a mágica da coisa: é você dizer não para si mesmo, pois lojas assim são estruturadas e ambientadas para causar essa sensação de desejo nos consumidores. Não quero fazer disso uma obrigação para meus leitores, não estou pedindo que façam o mesmo que eu, mas acredito ser isso algo que merece uma pauta aqui no blog, para que possamos refletir um pouco sobre o que andamos consumindo.

Se você optar por ainda continuar a consumir fast fashion não te julgarei, claro, mas gostaria de convidá-lo a fazer compras com uma consciência maior e a tentar procurar outros meios, inclusive se preferirem posso fazer um post indicando todas as lojas que me fizeram abandonar de vez a compra de roupas dessas redes.

A última compra que fiz na Zara lembro bem que foi em 2016: dois sapatos de 60 reais cada e uma jaqueta preta de cetim estampada. E até hoje ainda tenho as peças, que aliás não me livrei de nenhuma depois de aderir ao tal posicionamento, mas resolvi fazer diferente. Se lojas assim fazem peças com o intuito de você descartá-las para comprar mais eu faço o contrário, não descarto para não precisar de mais. Assim estão elas estão completando entre  3 a 5 anos de uso e só me livrarei delas quando realmente achar necessário.

Engana-se quem pensa que para ser fashionista é necessário um closet abarrotado de roupas. Na verdade o que faz a diferença é como você monta a composição. Pense nos benefícios direta e indiretamente que você está gerando para mundo, pois além de não compactuar com o trabalho escravo estará também amenizando os impactos ambientais causado pelas indústrias têxteis. Como falei no parágrafo anterior, não é preciso abandonar de vez, você pode diminuir o ritmo ou optar por comprar de marcas menores, sobre as quais inclusive sabemos que será o mesmo preço e a durabilidade do produto será bem maior. Fica a dica.

Abraços!

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Por Daniel em 30 de agosto de 2017
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Ser religioso, fazer parte de uma religião e segui-la à risca nunca foi sinônimo de ter estilo diferenciado. Pelo contrário: geralmente as pessoas que frequentam alguma igreja assiduamente são associadas a algo cafona, sem nenhuma ousadia ou criatividade.  O motivo? Há muitas teorias. Algumas pessoas acham que ser devoto a Deus é sinônimo de abdicar de toda e qualquer vaidade, que é preciso ser discreto em todos os sentidos e nunca, jamais chamar a atenção para si mesmo, especialmente se for por meio da aparência.

Recentemente esse assunto veio à tona devido ao comportamento de alguns pastores e religiosos dos EUA e eu me sinto feliz e aliviado por isso. Sempre gostei de me vestir diferente, de ter estilo próprio, de usar peças que as pessoas geralmente não usam no cotidiano. E sempre fui evangélico também – o que poucas pessoas sabem. Porém, para mim sempre foi um desafio aliar as duas coisas, pois muita gente acaba levantando questionamentos sobre a minha fé, devido ao meu envolvimento com o universo da moda.

Nasci em uma família evangélica, mas acreditem: meus pais nunca me pressionaram para me manter na igreja ou fortalecer a minha fé, tudo isso foi acontecendo naturalmente, por vontade própria, por gostar de me sentir próximo a Deus e por acreditar e confiar Nele infinitamente e em todos os sentidos. E isso nunca me limitou em nada. Decidi não beber por escolha própria, foi ideia minha fazer esse voto a Deus, assim como todas as outras opções que fiz na vida.

Assim, mesmo apaixonado por moda, jamais senti vontade ou necessidade de me desviar do caminho cristão. Jamais tive vontade de deixar de ser evangélico pelo fato de ser apaixonado por moda. Sempre acreditei que temos que seguir nosso caminho, que devemos ser fiéis aos nossos sonhos e que isso não implica necessariamente em ser infiel a Deus. Seguir o que queremos neste mundo não significa necessariamente ser alguém sem fé. E fico muito aliviado que igrejas e fiéis estejam finalmente se dando conta disso.

Para ir à igreja as pessoas precisam, antes de tudo, se sentir livres. Nos sentir à vontade no ambiente em que estamos é primordial. E como nos sentir à vontade quando não estamos vestidos da maneira como nos identificamos? É claro que é preciso bom senso e discernimento para ir à casa de Deus, mas isso não significa necessariamente nos privar de sermos criativos e termos nosso próprio estilo.

A visão arcaica e negativa que muitas pessoas mantém até hoje em relação à religião tem agora uma chance de ser modificada. Chegou a hora de mostrar que ser cristão não é ser preso, privado ou muito menos contido – ser cristão é ter a alma livre e expressar a liberdade e o amor a Deus em toda a essência do ser. E liberdade é, entre as muitas opções para vestir, poder enfim escolher.

Abraços!

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Por Daniel em 14 de agosto de 2017
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Todos os dias precisamos renovar nossos destinos. Aqui no blog, por exemplo, geralmente isso acontece no mês de julho, já perceberam? Não que seja uma regra, na verdade é uma grande coincidência quando percebo que preciso modificar esse espaço ou aprimorá-lo e isso acaba ocorrendo durante esse período. E já que o meio da blogsfera sempre está se renovando (e por mais que não faça disso uma regra), procuro sempre que posso deixar o espaço mais acessível e confortável, afinal o objetivo maior de tudo isso é deixar o site melhor para vocês.

Como puderam perceber não houve grandes mudanças, até porque o trabalho que iniciei ano passado com a Ella Jardim aqui no Garoto in Foco me deixou tão satisfeito que não pretendo mudar de layout tão cedo. Mas como tudo mudou muito ao migrar da plataforma blogger para wordpress, acabou sendo um mês bem puxado para nós, tendo que agilizar alguns conteúdos para facilitar o trabalho, sem falar da organização de tags, portfolios e afins. Com toda essa agilidade o que mais pode ocorrer são erros, não é mesmo? É como minha mãe sempre diz: “coisas feitas às pressas nunca dão certo” e assim aconteceu. Quer dizer, não é que não tenha dado certo, afinal o blog ficou lindo e muito melhor do que eu imaginava. Porém, alguns detalhes que nós achávamos que iam ficar ótimos acabaram virando uma pedrinha no sapato com o passar do tempo.  E preciso ressaltar – lógico que a culpa foi minha, que não parei para pensar nos pequenos detalhes, me preocupando apenas com a parte externa de tudo. É como um quarto que é arrumado para receber visitas, mas acabamos esquecendo de arrumar o guarda-roupa.

As mudanças feitas

Aos poucos fui percebendo que novas modificações precisavam ser feitas e que a cada novo post o blog tomava um rumo tão diferente do que era anteriormente que não fazia sentido dar ênfase a matérias e tags que não condiziam com a nova filosofia aplicada por aqui. O Garoto in Foco ainda mantém toda a sua essência, mas lógico que a época de amadurecimento acaba chegando e afetando todas as áreas das nossas vidas. Então comecei a me questionar que tipo de imagem passava para todos vocês, ser considerado um digital influencer carrega uma responsabilidade muito grande e com isso percebi que falar apenas de tendências e indicação de look não era o suficiente, o Garoto in Foco é muito além disso é sobre quebrar barreiras, saber se expressar com o que se veste, se livrar de todos os rótulos e padrões existentes nesse mercado, isso sem falar na batalha diária de fazer com que meus sonhos e objetivos se realizem.

E foi assim que notei que algumas tags mereciam sair, algumas deveriam ser reativadas, outras, porém, mereciam ficar apenas em páginas antigas para lhes contar um pouco da evolução ao longo do tempo.

Se me perguntarem quais são as principais tendências e o que se deve usar atualmente, lógico que ainda irei responder, mas hoje não quero minha imagem atrelada a esse tipo de moda. Hoje gosto de fazer minha própria moda e brincar com meu estilo fazendo dele a minha maior forma de expressão para o meio em que vivo. Hoje minha principal tendência é o Estilo Garoto in Foco, que é algo ao qual desejo muito dar notoriedade, embora nunca descarte as informações sobre as principais tendências. O que desejo hoje por meio do blog é fazer com que os leitores percebam que não há barreiras para se vestir, que cada um é sua própria moda.

Uma tag que estava merecendo uma repaginada e achei bacana falar sobre ela por aqui é o Momento Fashionista. Sentia que os textos estavam ficando cansativos e repetitivos, na verdade nunca entendi esse lance de explicar sobre o look, pois sou o tipo de pessoa que acredita que não existe uma história para montar uma combinação, vai muito de humor, fase, disposição, lugar e deixar a mente fluir com criatividade. Lógico que penso bastante em cada peça e todas elas possuem um significado na hora de compor, afinal uma pessoa que usa blazer com boné de aba reta na certa quer passar uma mensagem, mas são coisas que explicar uma vez é bacana, mas enfatizar sempre uma hora fica repetitivo.

Então, para a tag não ficar parecida com a “Inspire-se” (pois ambas são looks) decidi diferenciar e pensei em fazer o seguinte: Momento Fashionista serão looks usados em trabalhos, eventos e castings de modelo. Quanto à Inspire-se, será a mesma coisa, porém como blogueiro, até porque na profissão de modelo é sempre pedido que estejamos com looks o mais neutros possível, eu é que gosto de diferenciar e acrescentar detalhes, mesmo sabendo que ao chegar lá terei que tirar, mas sou assim, diferente por natureza.

Nem preciso mencionar o fato de estar estudando Gastronomia, afinal isso foi dito no post aqui embaixo. E como o Garoto in Foco vai muito além de moda, ele é um espaço onde compartilho todo o amor pelas coisas que faço, a arte de cozinhar se tornou uma delas e acabei decidindo incluí-la por aqui. Então já dá para imaginar os lugares e comidas que irei compartilhar, além das viagens, claro. E por falar em amor pelo que se faz, é interessante ressaltar que por conta disso tenho um compromisso de honestidade com cada um de vocês, então podem ter certeza de que serei bem rigoroso nas dicas que postarei por aqui, seja de lugares ou produtos.

E então, o que vocês acharam das novidades? A mudança parece tão grande quanto esse texto, né? Hahahaha! Porém, ela foi mais interna do que visualmente falando, pois se trata mais da imagem que preciso passar a vocês. Sei que alguns até gostavam do formato anterior de postagem, mas sentia que precisava dessa renovação e me conhecendo bem, sei que ela foi essencial para me motivar cada vez mais em tudo isso. Meu convite agora é que vocês explorem cada pedaço deste espaço que está cheio de coisas bacanas, como indicação de posts lá em cima e novo visual da página “Sobre”, além da opção de salvar os posts para ler mais tarde. Fiquem o tempo que quiserem, afinal a casa também é de vocês.

Abraços!

Há alguns dias um amigo comentou comigo, meio que em desabafo: “to cansado, entediado dessa vida. Nada acontece de diferente, todo dia acontece tudo igual”. Eu, claro, na hora quis falar um monte de coisas a ele, mas sabe quando você percebe que não é o momento certo? Ele estava tão cansado, tão irritado que uma opinião naquela hora seria a última coisa que ele ouviria.

Pois bem, chegou a hora de dizer o que eu penso sobre isso e resolvi escrever por meio do blog, porque além desse amigo ser um leitor aqui do Garoto in Foco, é provável que esse texto acabe sendo útil também a alguns outros garotos.

Bom, se a vida está entediante, repetitiva e cansativa, há um enorme grau de responsabilidade sua em relação a isso, embora na maioria das vezes muita gente não se dê conta. A frase é clichê, mas verdadeira: a vida é feita de escolhas. Ou você escolhe ficar esperando que um monte de coisas bacanas caiam diretamente do céu para o centro da sua vida ou você, pessoinha muito capaz de ir à luta e conquistar seu espaço, decide o que quer e vai à luta para conseguir.

Mas o que você quer, afinal? Qual a sua verdadeira meta de vida? O que você quer pra si, o que você quer ser? Antes de decidir ir a qualquer lugar é muito importante que se faça essa pergunta, porque somente a partir dela você conseguirá traçar um planejamento e começar a trabalhar para conquistar seu objetivo. Às vezes a gente fica reclamando, mas nem nós mesmos sabemos o que queremos. Aí, meu amigo, é realmente perda de tempo. Saber o que a gente quer é o primeiro passo para chegarmos a algum lugar.

Há 6 anos, quando comecei este blog, eu sabia que queria escrever para o público masculino. Sabia que havia pouco conteúdo voltado para os homens e eu queria fazer algo realmente bacana, onde os garotos pudessem se encontrar e ler aquilo que lhes interessava de verdade. Hoje o blog se transformou numa inspiração não só para mim, mas para muita gente. E foi por meio dele que me apaixonei pelo mundo da moda, que aprendi, que cresci. O Garoto in Foco me abriu muitas portas, tanto como modelo como blogueiro, mas não pensem que foi fácil, pelo contrário: enfrentei muito preconceito, muitos dias ruins e inúmeros obstáculos. Se não soubesse realmente qual era meu objetivo teria me perdido e desistido no meio do caminho, mas graças a Deus mantive minha determinação, aguentei firme e hoje estou muito feliz e satisfeito.

E meu conselho ao meu amigo e a você que também se sente perdido é que reflita um pouco sobre o que realmente te faz feliz e escolha seu caminho. A vida só é entediante se você segue no automático, sem emoção. Haja com o coração, afinal você não é um robô, mas um ser humano cheio de potencial, talento e prestes a construir uma grande história. E então, por onde ela começa?

Abraços!

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Por Daniel em 8 de junho de 2017
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Esse foi um comentário que recebi no meu perfil do Instagram por um fã do meu trabalho. A frase tinha um complemento que dizia: “as pessoas hoje querem ver vídeos”.  Tudo se deu por início quando me questionaram por que não virar youtuber, já que na sua teoria blogs eram muito chatos. O garoto que me mandou isso não me deixou chateado, porém fiquei a pensar e isso me levou a uma série de questionamentos e opiniões acerca desse assunto que preferi discutir por aqui.

Hoje, em 2017, o mundo gira em torno de vídeos e escrever um blog para pessoas lerem acabou se tornando um desafio, afinal é muito mais prático assistir um vídeo e ao mesmo tempo fazer outras tarefas ao invés de parar em frente ao computador/celular para ler. Tudo é muito prático e rápido, nos tornamos consumidores vorazes de informações e bastante exigentes quanto ao instantâneo. Mas nada disso me passava pela cabeça há 6 anos, quando criei este espaço. Imaginar que ficaríamos sedentos de informações instantâneas e que blogueiros se tornariam vlogueiros e digitais influencers parecia uma teoria pouco provável, só a ideia de se ganhar algo por meio de blogs para muitos já era algo surreal naquela época (daí já percebem que meu objetivo nunca foi esse). Informação e conhecimento eram prioridade neste espaço, as maiores ambições que eu possuía era passar meu conhecimento sobre lugares, profissão, moda e afins. Tudo porque em pesquisas na internet acabava me deparando com blogs vagos, com pouca informação e sempre falava para mim mesmo que poderia fazer melhor, justamente por sentir essa sede de textos mais aprofundados.

Mas sabe por que não desisto de ter um blog? Por que não se desiste de seis anos de vida narrados aqui em cada post.  Se pedisse para você esquecer seis anos da sua vida, você conseguiria? Pois para mim é o mesmo que pedir isso. Entendo que o comentário do garoto não foi para desistir do blog, apenas agregar a ele um canal do youtube. Porém, assim como existem blogs bons existem também os ruins e da mesma forma são os canais de youtuber. Talvez eu não seja um bom youtuber, mas isso não quer dizer que sou um blogueiro ruim ou que você precisa desistir do meu trabalho apenas porque não me rendi a mais uma rede social. Ler blog hoje em dia é como ler um livro, não pode ser feito de qualquer jeito e é preciso concentração e tempo, mas ainda existem muitas pessoas que fazem isso. Palavras te fazem viajar muito mais que o visual e é por isso que livros são melhores do que filmes, por isso que blogs são melhores que vlogs.

Há dias em que ver um documento do Word em branco esperando ser escrito quando não se vem nada na cabeça é torturante. Mas quando meus dedos começam a deslizar pelo teclado de maneira bem tímida e após alguns minutos isso se torna uma melodia de tão frenético o ritmo, isso faz com que eu me sinta realizado. E os comentários nos posts? Nossa, é como achar dinheiro na rua (e não estou falando de moedas). Talvez um vlog não me passaria essa mesma sensação, talvez mudar o termo de blogueiro para digital influencer não me faça sentir realizado, mesmo que seja só um canal ou apenas uma definição.

Acredito que nesse meio não é você que se denomina digital influencer, são as pessoas que dizem isso de você. Da mesma maneira o importante não é o que você faz, mas como você faz, é o sentimento transmitido em cada palavra ou vídeo. Talvez nunca consiga descrever em palavras a sensação a qual este espaço me passa, mas o carinho é tão grande que já cheguei a ficar horas ou até o dia inteiro lendo meu próprio conteúdo. A liberdade que ele me deu de poder construir minha própria carreira e encontrar meu estilo pessoal são conquistas que levarei para o resto da vida. E foi este blog que me fez enxergar muita coisa em mim.

É um livro que não tem fim, que a cada semana sai um novo capítulo contando um pouco de mim, mesmo que 5% em um texto de quatro a seis parágrafos. Pedir para abandonar este espaço para criar um canal no youtube é como se pedisse para um escritor parar de publicar suas obras e começar a gravar livros porque ninguém tem mais paciência para ler. Mais uma vez digo que não me sinto ofendido por mensagens com esse pedido, mas quero que entendam que não vou fazer um canal no youtube apenas porque todo mundo gosta de assistir a vídeos. Se for para fazer algo assim, quero o mesmo carinho e dedicação que tenho com este espaço, pois fazer de qualquer jeito não é a minha praia.

A pergunta que fica é: quem ainda lê blogs? Podem ser apenas outros blogueiros, amigos que querem conferir o que ando fazendo, modelos querendo dicas, pessoas que não gostam de vídeos ou pode ser mais específico: alguém que ama o que posto aqui. Como falei em posts antigos, não me importo se escrevo para 5 ou para 1000 pessoas, o importante é que sintam toda essa sensação que tento transmitir. Porque se tiver paixão vale toda e qualquer dedicação.

Abraços!

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Por Daniel em 17 de maio de 2017
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Esses dias, durante um passeio pelas redes sociais, acabei me deparando com perfis de alguns famosos que me surpreenderam pelo número de seguidores. Fiquei imaginando o quanto poderia ser interessante o conteúdo postado por eles para chegarem àquele nível de popularidade. Na dúvida, fui pesquisar. Vi inúmeros perfis, muita gente considerada bonita, carismática, postando fotos em lugares de encher os olhos e quase sempre pessoas muito estilosas fazendo aquelas poses que a gente adora ver. Até aí tudo bem. Mas eu ainda não tinha as minhas respostas, aliás, ainda não as tive. E continuo sem entender o real motivo de se tornar um digital influencer.

 Temos visto cada vez mais digitais influencers ganharem seguidores, credibilidade e espaço. Mas uma coisa me chamou a atenção: por que essas pessoas tão famosas nas redes sociais são também tão padronizadas? Senti falta da diversidade de raças, de gênero, de classes sociais. A maioria dos influenciadores digitais não começaram pobres, classe D e E. Então por que nos influenciamos e nos deixamos fascinar tão facilmente por aquilo que pouco nos representa?

Vi sim, alguns perfis de mulheres negras e empoderadas pregando justamente esse empoderamento e a conquista tão merecida de espaço, o que me deixou feliz. Porém, onde estão os homens negros, os jovens de periferia, a “galera” do movimento de rua, os suburbanos que não seguem padrões, mas são cheios de atitudes e ideias realmente interessantes? Isso me obriga realmente a questionar: quem é seu digital influencer? Ele realmente te representa? Ele te inspira no modo de ser, viver, de encarar a vida e os problemas, na maneira como se expressa, como se veste e como usa a sua liberdade de ser o que quer em seu favor ou apenas reproduz o que tanta gente vem reproduzindo, vestindo a roupa da moda, a marca da vez e fazendo as velhas poses e carões já tão conhecidos?

Fingir rebeldia não é questionar problemas sociais. Usar o que a moda impõe não é atitude. Então, o que realmente te influencia? O que te faz querer comprar aquilo que alguém disse que é bom ou querer usar aquilo que determinada pessoa usa? Uma paisagem, uma pose ou a conta bancária? Tem certeza de que é esse o caminho que se deve realmente seguir? Bom, longe de mim dizer a você o que se deve fazer, logo eu, que vivo pregando a liberdade de ser o que se quer. Mas me incomoda ver que quanto mais diferentes queremos pregar que somos, mais iguais vamos ficando. Que queremos demonstrar consciência bancando a futilidade alheia e pegando carona naquilo que a gente gostaria que fosse a nossa vida, mas está longe de ser a nossa realidade. Eu não tenho um digital influencer favorito. Costumo seguir profissionais aos quais admiro e pessoas que acredito que tenham muito a me acrescentar/inspirar. Mas hoje gostaria de saber: por que ao invés de se deixar influenciar, a influência não vem de você?

Abraços!