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Todos os posts sobre Vida de Modelo
Por Daniel Saraiva em 8 de fevereiro de 2017

Logo quando dei meus primeiros passos na indústria da moda fui instruído por profissionais que cuidavam da minha carreira de modelo e afirmavam que “modelo sempre deve estar sorrindo”. Independente da situação em que você se encontrasse deveria lembrar que era um cabide e que tal objeto não reclama. Fui orientado que no início da carreira não poderia dizer não para alguns profissionais, somente quando atingisse um certo nome na indústria. Então, se um profissional fosse grosseiro comigo eu não teria escolha e deveria engolir o sapo.

Durante muito tempo segui os conselhos que me passaram até perceber que mesmo me sacrificando daquela maneira as portas não estavam sendo abertas. A partir daí comecei a traçar minha própria carreira, me desligando de agências que só me tinham em seus castings apenas para fazer volume. Sim, eu sabia do risco que seria seguir por esse caminho, mas estava cansado de nunca me darem uma oportunidade, de sempre me dizerem o que eu tinha que fazer, de tentar me encaixar em um padrão, de precisar ter esse ou aquele comportamento diante de uma indústria que não te aceita como você é, que não respeita seus limites e quer que você seja no mínimo perfeito.

Em meus tempos livres comecei a ler sobre moda e sobre a carreira de modelo e assim fui aprendendo sobre como montar ensaios fotográficos de modelos, trabalho que hoje chamamos de ‘photo shoot’.  Para sempre manter meu portfolio atualizado comecei a montar meus próprios trabalhos, assim não fico para trás no mercado por não possuir uma agência. O passo seguinte foi procurar amigos que estivessem dispostos a me ajudar, pois alguns estavam entrando na carreira de fotógrafo e tinham não só disposição como também sede de fazer trabalhos de qualidade que lhes rendessem o almejado reconhecimento. Logo começamos a rodar Fortaleza atrás de lugares bacanas, uma aventura cheia de desafios para profissionais que queriam conquistar sua independência e fazer valer o seu trabalho.

Entre erros e acertos fui fazendo minha própria trajetória e tendo consciência do que queria e do que não queria. Nos erros acabava virando motivo de piada para alguns. Nos acertos passei a ser inspiração para outros. Comecei então a me dar conta de que não importava a situação em que me encontrava, jamais iria fazer certos tipos de trabalho para alavancar minha carreira como modelo ou trabalharia com profissionais que insistissem em me destratar. O mínimo que as agências ou outros profissionais poderiam ter por mim era respeito e é disso que não abro mão de jeito nenhum.

Pois bem. Seguir esse caminho não me impediu de engolir muitos sapos na indústria da moda, como citei em outros textos. O mercado local tem muita dificuldade em dar oportunidade para um modelo sem agência. Porém, foi isso que me fez ser dono da minha própria imagem, me ajudando a conhecer cada vez mais a mim mesmo, a me aceitar e me respeitar. Passei a me tratar como uma empresa e a traçar metas para serem alcançadas a longo prazo, não para satisfazer aos outros, mas para me sentir realizado diante de meus próprios objetivos.

Hoje percebo que o jogo virou. Para se tornar um modelo é necessário muito mais do que um rosto e altura com medidas. É preciso uma imagem pessoal bem trabalhada com muita personalidade, que desperte nas marcas o desejo de ter seu rosto vinculado às suas campanhas. Segundo Tyra, super modelo dos anos 90, hoje um modelo não tem que ser apenas um rosto bonito ou alguém famoso nas redes sociais. É preciso ser os dois, o que eles chamam de ‘Boss’, cuja tradução é “Modelo Chefe”, aquele que além de modelo tem seu próprio negócio e faz sua própria marca no mercado.

Porém, eu acredito que hoje, caros amigos, vocês devem ser fiéis à sua própria marca, àquilo que vocês são, aos seus conceitos e ideologias e não precisam ter que se submeter às pressões do mercado, como foi o caso da modelo Ruby Jean Wilson, que é vegana e enquanto estava na maquiagem para fazer um editorial descobriu que as peças eram todas feitas de pele de animal. Receosa e um pouco confrontada consigo mesma e com a carreira ela explicou para os profissionais que não posaria e largou o estúdio. Então pergunto: de quem foi a falta de profissionalismo? Com essa atitude ela pode ter se prejudicado no mercado, mas não se rendeu aos “encantos” desse trabalho. Ela foi fiel a si mesma e à sua própria marca e isso, meus amigos, é o melhor que podemos oferecer nesse universo.

Hoje percebo que fiz bem largando aquilo e aqueles que insistiam em me moldar para ser um manequim sem cérebro. Hoje tenho a liberdade de possuir vontade própria e vocês nem imaginam o quanto isso é realmente libertador. Não me sinto menos profissional do que ninguém, nem me martirizo por seguir meu próprio caminho. Claro que seria muito bem-vinda a assistência de uma agência, mas acredito que a vida tem seus motivos e que nada é por acaso.  Hoje me sinto feliz com tudo o que construí ao longo desses anos. Posso não ter feito internacionais ou desfilado nos Fashion Weeks, mas isso não me faz menos modelo, pelo contrário: me dá muito orgulho poder ter o privilégio de construir minha própria imagem. Devido às escolhas que fiz outras portas se abriram e hoje só trabalho para marcas com as quais possuo alguma identificação. É muito bom ter poder de decisão sobre a sua carreira e poder dizer ‘sim, é esta a marca para a qual desejo trabalhar’. Alguns me chamarão de louco, outros de mau profissional. Porém, nada que os outros digam pode realmente te diminuir, pois só quem sabe o que é melhor para você é você mesmo.

 

Abraços!

Há muita gente que critica a fotografia, não essas de momentos, cotidianas, mas essas que fazem as pessoas ficarem presas ao clique perfeito e optarem por algo ilusório, que engana tanto a quem está curtindo quanto a elas mesmas, pois ironicamente acabam acreditando naquilo que reproduzem. A fotografia pode ser o que você decidir: verdade, mentira, ilusão ou intenção. Mas a questão é: você é verdadeiro com o que fotografa ou cria uma realidade alternativa? Vale a pena maquiar o real para envaidecer o virtual? Com a revolução das redes sociais, criar um mundo de ilusões acaba sendo quase uma obrigação. Mas, e você, o que faz com a sua imagem?

Cresci numa família em que todos gostavam de registrar momentos, adorava as tardes de domingo onde minha mãe me arrumava para tirar fotos no quintal da nossa antiga casa. Nesses dias já cheguei até a fazer fotos para o ateliê de noiva da vovó (seriam esses meus primeiros passos como modelo? Hahaha!). Na pré-adolescência vivia uma eterna frustração por não ter mais câmera para registrar, meus pais sempre tinham outras prioridades que impossibilitavam a compra de uma melhor. Por isso, tenho poucas fotos dessa época e fica até difícil de lembrar um momento. Ao adquirir minha primeira câmera e celular que continha uma, passava o dia me registrando. Gostava de poder gravar várias faces de mim mesmo em uma imagem. A partir daí passei a registrar tudo e até hoje tenho guardado em várias pastas no computador fotos de amizades que não estão mais comigo, turmas de escolas que só restaram memórias, viagens, eventos, cada uma com sua lembrança e significado único que nos faz ver a importância da fotografia em nossas vidas.

A arte de registrar um momento através de um clique se tornou um hábito da nova geração com as redes sociais e blogs, tanto que hoje podemos dizer que ninguém vive sem uma câmera, é a famosa geração da selfie. Há também aqueles que realmente pesam a mão e deixam de viver o lado simples da vida se prendendo a uma falsa imagem registrada apenas para redes sociais. Mas claro, se não há um equilíbrio começa o exagero e, em consequência, surgem os críticos. E em partes eu concordo com tudo isso, sabe? Houve momentos que realmente me prendi ao clique perfeito, ao resultado que ele gerava ao ser postado numa rede social. Foi nesse momento que percebi que precisava me desintoxicar de tudo e voltar às origens que me fizeram ser um blogueiro/modelo. Precisava procurar o por quê de ter escolhido registrar tudo o que faço para mostrar a vocês. Resultado? Um tempo fora de tudo, blog passando por um intervalo de quase dois meses que me fizeram rever e pensar nos momentos maravilhosos que este espaço me trouxe durante esses cinco anos. Então percebi que o segredo disso tudo era voltar àquela essência simples de quando criei, nada profissional demais, sem carão e pose em todas as fotos. Na verdade descobri que deveria desopilar, me desprender, ser menos exigente, afinal o objetivo do blog sempre foi ser apenas o espaço de um garoto mostrando o lado maravilhoso do seu cotidiano, o de registrar momentos e não likes.

Tudo o que é postado aqui é 95% do meu cotidiano real. Podem até haver algumas pequenas modificações apenas para deixar a fotografia melhor, mas nada que fuja da realidade.  Sou preso a uma câmera, sim, mas procuro um equilíbrio entre o real e o virtual, o momento de registrar e o de viver. Quero passar uma mensagem melhor em cada foto, quero transmitir o sentimento que sinto naquele momento, a obsessão pelo clique perfeito ficou no passado.

O tempo passa rápido demais, nos deixando apenas lembranças do que já foi. Ora, quem diria que o blog estaria hoje às vésperas dos seus 6 anos? São momentos assim que às vezes fogem da nossa percepção e só nos damos conta quando passou. Mas, ao olharmos para trás, conseguimos ver tudo o que foi construído. Hoje consigo enxergar todos os momentos vividos no instante em que tirava uma foto apenas para dar bom dia para vocês e é maravilhoso poder lembrar a história que há por trás disso tudo. Por isso, trouxe alguns momentos que tive durante uma sessão de fotos. Queria muito compartilhar isso com vocês.

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Festa surpresa organizada por amigos e familiares.

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Fui agenciado por uma agência importante de São Paulo

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Após essa foto, fomos abordados por ladrões. Mas não fomos assaltados.

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Quando resolvi mudar o visual. Fotografia espontânea enquanto tentava ajustar o boné.

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O dia que passei a ver que precisava de fotógrafos pro meu blog. O primeiro deles foi o João Paulo, que tirou essa foto.

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Assinei o contrato para ser modelo oficial de uma marca

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Editorial para a Revista Estourada, no dia estava mais nervoso que em outros trabalhos.

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Editorial para a Revista Ozten

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Primeira vez que fui fotografado pela Bia Lopes. A partir daí ela passou a me ajudar muito com o blog.

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Meu primeiro casting para Atto Favo.

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O melhor encontro de blogueiros que participei.

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Quando finalmente decidi reformar meu quarto.

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Fotografia espontânea tirada enquanto brincava com minha cachorra Melissa.

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Após essa foto, fomos convidados a se retirar do local, por ser proibido fotografar.

O inicio de coisas boas que 2017 está me trazendo.

O inicio de coisas boas que 2017 está me trazendo.

É por causa de momentos como esses que quero registrar em fotografia cada vez mais, não como narcisismo, mas porque quero lembrar da sensação, do cheiro e sentimento de todo aquele momento. No final, se você ainda se sente incomodado com influenciadores que são muito artificiais, convido vocês a fazerem uma limpeza em suas redes sociais. Encha seu feed de pessoas reais, que valorizam a essência, então você perceberá que é na simplicidade que o principal é dito ou vivido naquela imagem. Siga pessoas inspiradoras que fazem registros não para alimentar o ego, mas para mostrar que o mundo tem um lado mágico no nosso cotidiano e que muitas vezes não enxergamos, mas está ali naquele cenário abandonado, naquele look que te faz se sentir maravilhoso, naquele lugar que tinha uma comida espetacular. E é somente assim que você enxerga a maravilha que é a vida através de um clique.

Por Daniel Saraiva em 12 de dezembro de 2016

Trabalhar como modelo e não gostar do preto é uma tarefa quase impossível. Percebemos isso quando, ao entrar na indústria, recebemos orientações de que em todos os castings o tipo de roupa ideal é aquele na cor preta. Mas por que isso? A cor deixa você mais alto, mais magro e passa a mensagem de elegância sem precisar de muita coisa, como mencionei no post “A Ousadia Começa Pelo Preto”, dando dicas para se ter um estilo mais ousado a partir do uso de peças dessa cor. Bom, mas resumindo, a cor escura dificilmente dá erro e é uma ótima dica para orientar jovens modelos em relação a como se vestir. Porém, com o tempo você sente a necessidade de querer algo mais do que sempre ter que optar por ele. Inclusive estou passando por isso no momento e não está sendo uma tarefa fácil, porque usar o preto meio que acaba se tornando um hábito. E quem me acompanha tanto pelo blog como pelas redes sociais percebe que tento ao máximo compor looks de casting da maneira mais diferenciada possível, tanto que não resisti e acabei fazendo um post com as inspirações.

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Bom, como falei, se livrar do preto não é uma tarefa fácil, pois dificilmente você encontrará outra cor que fique tão bem com tudo. Mas no caso desse casting foi bem diferente, não foi por falta de opção, e sim por querer usar algo que tinha acabado de entrar no meu guarda-roupa, por isso optei pela calça e camisa da Atto Favo, achando que seria uma ótima oportunidade de usá-las. Porém, sabia que não seria o suficiente, faltava algo que fizesse o look ir além do básico. Sem contar que eu queria uma sobreposição que não tinha usado ainda e foi justamente essa jaqueta da Para Eles que se uniu perfeitamente à minha escolha, juntamente com a Chelsea Boots, acessórios e o boné. Poderia ter optado por um chapéu, mas aí a produção ficaria muito óbvia, por isso decidi ir pelo lado contrário. Diferente dos demais looks que vocês estão acostumados a ver por aqui, esse pode até parecer mais simples, não é? Sim, mas na ocasião o casting era para um desfile e, ao menos na minha cidade, quando o modelo passa pela seleção, tem que tirar a sobreposição ou boné, o que não acontece nos castings fotográficos, por isso prefiro optar por algo que não seja tão produzido.

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Bom, a dica é quebrar a rotina e ousar, mas sempre usando o bom senso como termômetro, afinal a regra é usar aquilo que te faça sentir bem e não que te deixe incomodado ou se sentindo esquisito. Lembrem-se, meninos: roupa é liberdade, não prisão. E vocês podem fugir de qualquer padrão.

Abraços!

Por Daniel Saraiva em 8 de setembro de 2016

Mudança, palavra essa que fez parte de toda minha trajetória de vida, como já foi mencionado por aqui. No lado profissional ela inclusive acontece com bastante frequência, já mudei inúmeras vezes de profissão até descobrir a vocação que realmente queria seguir. E com vocês, já aconteceu algo parecido? Na verdade isso é comum, mais do que imaginamos até. O fato é que no meio dessas indecisões percebi que tinha uma vocação e que disso poderia fazer uma profissão. Sem notar fui me aperfeiçoando, pesquisando, aprendendo e até ensinando. Mas na hora de explicar o que faço, como convencer as pessoas de que sou modelo e blogueiro? Sempre tento explicar de uma maneira que levem a sério meu trabalho sem ficar com cara de “?”, porém, ao final de todo aquele discurso algumas insistem em lançar a pergunta: mas afinal de contas, o que você faz? É modelo? Designer? Blogueiro? Colunista de moda? Fotógrafo? É nessa hora que minha língua enrola e eu fico travado. E percebi que isso não ocorre só comigo, já vi outras pessoas comentando, inclusive alguns blogueiros.

Sou desses que acreditam no próprio talento, não chegando a ser convencido, mas acredito que através dele poderei realizar grandes coisas profissionalmente, porém, na hora de comentar com outras pessoas sobre um pouco dessa habilidade profissional fico sem saber o que falar. Meu talento? Sou modelo e blogueiro e através desses dois trabalhos consigo mostrar para as pessoas que elas têm que acreditar nos seus sonhos mesmo que ninguém acredite. Tento aconselhar que você não deve ter medo de se mostrar ou usar o que você quer independente da sociedade ser ainda preconceituosa com um homem que gosta de se vestir diferente. Mostro que através daquilo que você ama fazer poderá ter a profissão dos seus sonhos e que não há limites para sonhar.

Talvez esse medo que trava minha língua de falar o que realmente faço seja algo que a sociedade impõe, muitas vezes alegando que você deve fazer uma faculdade por anos intermináveis e após isso correr atrás de um emprego estável trabalhando no mínimo 8 horas por dia de carteira assinada com um chefe que você não suporta, tendo uma vida repetitiva e estressante. Me desculpe, mas isso é algo ao qual não me encaixo, trabalhar apenas para conseguir aquele dinheiro todo mês não faz parte da minha forma de viver. Sei que ninguém faz por prazer, a maioria é realmente por necessidade, porque precisa daquilo para atingir seus objetivos profissionais e eu não só admiro como respeito muito quem segue esse caminho, mas eu não consigo me encaixar nele, de verdade. Gosto de acrescentar cores e sabores no meu cotidiano e isso envolve o meio profissional, por isso não invisto em outra coisa.  Como me enxergam no meio profissional? Muitas vezes como louco, acomodado, preguiçoso e por aí vai. Tudo isso já escutei de alguém e até mesmo de familiares. Mas o que eles não conseguem entender é que corro atrás daquilo que amo fazer e não do que eles querem impor para mim. E se você quer saber quantas horas por dia corro atrás dos meus objetivos, se eu lhe disser que são 24 horas, você acredita? Não estou falando por alto e sim com certeza. Me vejo como uma grande empresa e por dia traço metas, caminhos e objetivos, fico analisando todas as portas possíveis, fazendo muitas vezes até gráficos de ganhos e perdas de algumas oportunidades que vejo diariamente. Passo o dia pesquisando e se alguém me perguntar saberei responder muita coisa sobre esse meio, porque vou a fundo em tudo que faço. Mas por muitos não verem um currículo em minha mesa e sim um book, acham que estou querendo me acomodar.
Uma das coisas que mais me orgulho na vida é de ter chegado até aqui sozinho. Vejo que não precisei de ninguém segurando minha mão ou me orientando, a maior parte dessa trajetória rumo ao conhecimento foi solitária e me ajudou a ser mais independente. Hoje possuo grandes amigos que me auxiliam na caminhada, mas há 4 anos atrás era feito somente com meu esforço. Sei do que sou capaz e vejo o quanto avancei através disso e nessa caminhada não busquei apenas o conhecimento da minha profissão, mas acabei me encontrando e me descobrindo no meio dela. Foi uma jornada rumo a mim mesmo e isso é realmente uma sensação muito boa. São coisas como essa que fazer um trabalho convencional certamente não me proporcionaria. E tudo isso me passa confiança, sabe? Porém, quando tento explicar, me ocorre uma insegurança, como se minha profissão não tivesse credibilidade e tudo não passasse apenas de uma brincadeira, então me pego pensando em tudo o que batalhei e vi que essa batalha foi também para garantir respeito pelo que faço, tudo na teoria, pois na prática ainda rola a insegurança (e o preconceito).
Então chega aquela filosofia “se você não acreditar no que faz, quem vai?” Mas talvez isso aconteça porque fiz de um hobby, algo que fazia de graça, o meu ganha pão. Comecei a ganhar por aquilo que fazia nas horas vagas e que hoje ocupa bem mais da minha rotina diária. Em algumas vezes, poucas aliás, faço com tanto amor que não obtenho retorno nenhum. Não tenho vergonha de dizer isso, mas não são todos que entendem e acabam fazendo você desacreditar do seu trabalho. Mas nesse meio profissional acontece muito de inúmeras vezes você ter que fazer pequenos “favores amigos” pro seu chefe ou mesmo ficar um pouco mais tarde por um imprevisto, tudo sem obter uma valorização. Como podemos perceber, trabalho não é somente ganhar pelo que se faz. É fazer daquela sua qualidade algo para exercer no meio profissional. Lógico que não pretendo passar a minha vida toda trabalhando sem retorno, mas em algumas situações sabemos que é necessário. Por isso, use aquilo que você tem de melhor e acrescente no meio profissional para dar uma vida a mais no seu cotidiano. Não se prenda a regras ou normas que a sociedade impõe. Se você acredita no seu talento, pode ter certeza: isso já é o suficiente.
Abraços!