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O evento

Fortaleza não é uma cidade muito movimentada por desfiles ou eventos de moda, mas tem sempre aqueles já tradicionais e com o tempo a gente acaba preferindo esse ou aquele. O Unifor Moda Integra – UMI seeeempre chamou minha atenção (e despertou aquele desejo de um dia estar bem ali, naquela passarela). O motivo? Aaaah, eu amo moda conceitual e o UMI é exatamente isso: conceito, ousadia, liberdade.

Pra quem não sabe, o UMI é um evento realizado pelo curso de moda da Unifor, onde os alunos (designers de moda) dão gás total na criação de peças e têm a primeira oportunidade de vê-las não só desfilando, como concorrendo.

Como fui parar no UMI

Já havia participado de um outro desfile na Unifor (Pre – UMI e Desfile Moda na Faixa) e a partir dali o convite só se prolongou da parte de um dos designers da faculdade. Porém, havia um protocolo a ser seguido – tive que enviar e-mail e oficializar meu desejo de participar, mesmo sendo freelancer (faz tempo que não faço parte de nenhuma agência). Pois bem, participação confirmada vieram as provas de roupa e os acertos de para quem eu iria desfilar. Peguei nada mais nada menos do que quatro desfiles.

O grande dia

Se você ainda não participou de um desfile então não dá pra ter noção do quão cansativo é. Correria, maquiagem, ajustes, nervosismo, orientação, correria, mais ajustes, mais nervosismo. É tensão por todos os lados, modelos e designers com frio na barriga e aquele clima que só quem já esteve nos bastidores de um evento assim sabe como é. Porém, mesmo com toda essa tensão, todo mundo é aparentemente tranquilo e solidário, todo mundo se ajuda, se encoraja, se motiva. Ao menos no UMI foi assim.

A maquiagem de desfiles fashion como esse é sempre mais conceitual também. Isso é maravilhoso, porque temos a chance de conhecer a criatividade de maquiadores e sair daquela rotina já tão costumeira e padronizada. Inclusive adorei minha maquiagem. A gente pode sair pra trabalhar assim? Brincadeira!

Aaaah, vale ressaltar: toda a tensão que antecedeu o desfile valeu a pena quando vi o resultado: abri dois desfiles, fechei um e o outro ganhou prêmio.

Corra, Forrest, corra!

Precisamos falar sobre correria. Precisamos falar sobre contagem de tempo, troca de roupa em tempo recorde e o desespero pra tirar ou colocar aquela peça há tempo. A correria entre um desfile e outro é tão grande que podem ocorrer alguns erros que somente quem está por dentro do backstage é capaz de notar, como eu ter usado o mesmo sapato em dois desfiles seguidos por ser complicado de retirá-lo, por exemplo. Mas o importante é que no fim das contas isso não alterou a proposta, já que ambos eram parecidos.

O nervosismo ocorre minutos antes da passarela: suas mãos e pernas tremem, você fica suado e gelado ao mesmo tempo. Porém, ao dar seu primeiro passo naquela bendita tudo se transforma em emoção e vem dentro de nós um desejo inexplicável de fazer o melhor.

A primeira roupa desfilada foi a mais difícil de usar e a que inclusive ganhou o prêmio (ufa!). Já na última roupa, o cansaço se manifestando, os pés me matando e… Sim, mesmo com tudo isso consegui dar o meu melhor. Agora imaginem a responsabilidade: peguei 4 desfiles e eu precisei dar o melhor em todos eles, pois ambos estavam concorrendo. Pra cada um deles tive que expressar a personalidade que as peças pediam e fazer jus à confiança que me foi dada.


Se deu tudo certo? Sim! Foi uma experiência incrível, tanto pela passarela, que é a parte que mais gosto do trabalho, como por me sentir acolhido por cada designer e entender que eu era parte da equipe e estava ali para fazer parte de um sonho e da realização de cada um. Gratidão, é essa a definição da semana e de cada detalhe.

Que venha mais UMI!

Abraços!

O que vocês sentem quando chega dezembro? Embora seja um mês de encerramento, eu particularmente sempre sinto que coisas muito boas estão a caminho. Desta vez elas chegaram antes do que eu imaginava. Há tantas novidades acontecendo que eu não poderia deixar de dizer o quanto sou grato a Deus por tudo. Devido a esse acúmulo de coisas aqui para contar, resolvi unir os acontecimentos anteriores com os desta semana, já que esta não foi tão agitada quanto a outra.

Bom, as novidades começaram quando fui indicado pelo Maurício (aquele do editorial Clássico Contraste) para participar do editorial de conclusão do curso de moda de um colega.  As fotos foram marcadas para o dia 5 de dezembro e de quebra ainda fui convidado para participar do desfile da coleção, o que só tornou minha felicidade ainda maior. Eu estava realmente com saudade de pisar em uma passarela.

Foi somente no dia das fotos que tive a oportunidade de conhecer o Wederson (Wed), designer que me selecionou e que me apresentou a um colega, Heitor Chaves, que também acabou me convidando para participar do fitting (prova de roupa) da sua coleção. Para ser sincero fiquei com um desejo enorme de aproveitar as duas coleções e fazer um editorial para o blog, rs.

A equipe com a qual trabalhei era totalmente composta de jovens iniciantes no ramo e foi fantástico dividir experiências e trabalhar com pessoas tão motivadas. As fotos terminaram bem depois do previsto, afinal, acabei usando três looks de uma coleção de cinco. Após este primeiro momento fui convidado por mais duas designers, Bia e Rebeca, para também desfilar para suas coleções.

Ao todo naquela noite acabei pegando 4 dos 16 desfiles. Os melhores apresentariam suas coleções no UMI Unifor Moda Integrada, ou seja, era um pré-desfile para o desfile oficial.

Ao fim de tudo o cansaço reinava, mas prevalecia a felicidade de estar de volta às passarelas e participar de toda essa experiência. E para os modelos que estão começando agora e querem saber como é esse tipo de trabalho, vale ressaltar que, embora seja algo pelo qual sou apaixonado, é também bastante cansativo. Neste caso foram dois dias de fotos e desfiles com tempo mínimo de intervalo entre um e outro, ou seja: poucos minutos para sair de uma passarela e estar pronto pra outra. Porém, tudo isso é muito gratificante, pois trabalhar com novos designers é também ajudar a realizar novos sonhos e projetos. Por isso, esse é sem dúvida um dos meus trabalhos favoritos.

Acredito que tudo isso é um presente de Deus. Sabe aquele sentimento de gratidão que mistura liberdade e felicidade? É exatamente assim que me sinto. E você? Qual presente Deus te deu este mês?

Abraços!