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Por Daniel Saraiva em 7 de dezembro de 2016

Ousadia, uma definição que ainda é difícil de entrar na cabeça de muitos. Quer saber por quê? Infelizmente os meninos não são tão desenrolados como as meninas na hora de ousar em um look.  Às vezes o receio ainda fala mais alto, levante a mão quem se veste diferente e ainda não foi encarado de maneira estranha na rua por causa do que está usando? Usar o que se deseja não é uma tarefa fácil, mas que deve sim, ser realizada. Aqui no blog já passamos o Manual de Estilo do Garoto in Foco, já mostramos inspirações para compor a partir das principais tendências e muitas outras dicas, mas percebo que não é uma tarefa fácil para vocês. É normal sentir um bloqueio de criatividade ou ficar preso por não saber por onde começar, pois não se trata de um dia comprar uma jaqueta de paetê e pronto, você já está sendo ousado/estiloso. Tudo isso é um processo lento e de autoconhecimento. Você precisa primeiro se conhecer para ter a certeza do que realmente deseja ter dentro do seu guarda-roupa e principalmente daquilo que vestirá seu corpo.

Mas se você quer ousadia e pretende dar o primeiro passo, por que não começar pelo preto? Uma das cores mais básicas da cartela de cores, roupas nessa cor passam a mensagem de sofisticação e elegância sem precisar de muita produção. Por isso, nós, modelos, sempre optamos por looks all black para ir aos castings (algo que estou deixando aos poucos), pois você nunca erra. O que quero propor no post de hoje não é optar por looks All Black, mas usar uma peça diferente nesta cor tão básica. Na hora de escolher você não deve se deixar levar somente pela cor, procure peças com detalhes a mais, com uma estampa por cima, spikes, brilhos, patches ou mesmo uma modelagem diferente. Não precisa ser algo chamativo, apenas que saia da linha do básico. Nas inspirações que separei, resolvi unir um pouco das peças pretas que considero diferentes e que não se enquadram no quesito simplicidade, são elas jaquetas, calça, jardineira, camisa e boné.

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Como o preto é uma cor mais fácil de se usar, você não terá problema na hora da escolha, por exemplo é muito mais fácil optar por uma jardineira preta ao invés de uma jeans que irá chamar mais a atenção, mesmo sendo jeans. E quanto a peças de padronagens diferentes, geralmente são elas que dão uma melhorada no look, tirando ele da linha do básico para algo mais produzido.

Outra dica valiosa é inverter a ordem da primeira e optar por combinar peças ousadas com pretas básicas. Mesmo que seja uma calça de brim você notará a diferença se combinada com outro modelo de calça. Para começar escolha apenas uma peça diferente, para que dê tempo de se acostumar a ela. Quando você perceber estará querendo muitas outras. Porém, lembre-se: não se limite apenas ao preto, pois é uma cor viciante. Use apenas como um primeiro passo e aos poucos vá aderindo a outras peças diferenciadas. O segredo disso tudo é ir evoluindo lentamente para não causar de imediato um choque em si mesmo e nesse processo você vai evoluindo e adquirindo o famoso estilo pessoal.

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Bom, essa foi uma dica que usei logo quando decidi ousar mais e acabou sendo um processo bacana, pois aos poucos fui aderindo a novos estilos. A peça preta ainda é padrão no meu guarda-roupa, mas aos poucos vou deixando ela de lado para montar looks com uma pegada diferenciada. Por mais que um modelo opte pelo preto ou em eventos noturnos as pessoas gostem dessa cor, você não precisa seguir uma regra. Ouse cada vez mais e assim estará não apenas se conhecendo melhor, mas também se sentindo uma nova pessoa.

Abraços!

Por Daniel Saraiva em 28 de setembro de 2016
“Nada importava até a manhã em que fiquei na frente do meu armário e pensei sobre o que eu ia usar”. A frase citada é de David Granger, editor-chefe da revista Esquire e autor de um livro sobre estilo masculino – Guia Para Homens de Boa Aparência. Bom, o objetivo deste post não é falar sobre o seu guia, mas refletir um pouco sobre a frase citada. Quantos de nós não já não ficamos horas em frente ao guarda-roupa nos perguntando que roupa usar? Por mais que a escolha fosse simples, bastava escolher uma calça e camisa, você saberia que no fundo não era só isso que queria, não é mesmo? Sentindo a necessidade de ir além, de mostrar algo a mais naquele look, fosse uma personalidade escondida por dentro da timidez ou um ótimo bom gosto para combinação, que não se mostrava através daquela farda de trabalho.
Aqui no blog já foi mencionado por várias vezes que suas roupas lhe definem sim, e que através delas você pode mostrar o melhor de si mesmo. O nome disso vocês já sabem: identidade pessoal, atitude essa que foi a mais forte tendência de 2016, onde o mundo da moda resolveu quebrar os velhos padrões de combinações e regras para dizer ao público “seja você mesmo e use o que você deseja, mesmo que os outros não gostem, porque se você tem que ser autêntico a alguém, seja a si próprio”. Mas como mostrar meu estilo pessoal se nem eu mesmo sei quem sou realmente? Essa jornada rumo a você mesmo não é uma tarefa fácil. Confesso que estou nela há tempos e ainda continuo descobrindo coisas sobre mim mesmo e isso vai refletindo no meu modo de vestir. Quanto ao resultado, acabei percebendo que meu estilo pessoal não veio apenas com o blog, mas desde a infância, quando sempre optava pelo incomum, pelo diferente e que mais tarde isso refletiu no meu estilo. Não que eu me ache o “diferentão do Ceará”, mas sei que estou longe de usar aquilo que as pessoas consideram convencional, até porque quem usa casacos ou determinadas peças de sobreposição em pleno calor do Nordeste?
A cada post onde comentava sobre identidade pessoal, tinha como intuito que vocês passassem pelo mesmo que eu e através disso descobrissem o que poderiam fazer com seu estilo pessoal. Mas como disse anteriormente, não é uma tarefa fácil, por isso resolvi tentar ajudar, mostrando como funciona a maneira como me visto ou dizendo como é construída a identidade Garoto in Foco.
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Gosto de pegar o clássico e modificar, de pegar o fashion e deixá-lo mais fácil. Meu estilo é quando vejo um look que me agrada nas redes sociais e acrescento algo de maneira a diferenciá-lo, mas sem me preocupar com um estilo definido, como pegar uma calça de moletom e combinar com blazer e um boné aba reta, mas ao invés de tênis optar por uma Chelsea Boots. Percebem o quanto de peças opostas utilizei no mesmo look? Porém nem sempre são várias peças, pode ser apenas uma para quebrar o estilo convencional e dar aquela diferenciada, mas isso quem define é você. E quando uma longline é de paetê e combinamos com um look all black para dar aquele destaque? Não mesmo, pegue sua calça bike, junte com sneakers azul e jaqueta cropped verde esmeralda e combine com ela. Parece confuso falando assim, não é? Mas o resultado foi esse da foto que estão vendo. Ficou bacana, né? Uma das regras para o Estilo Garoto in Foco é não se limitar na hora de combinar, o céu é o limite para você.

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O mais interessante é que através desse post sua mente possa ser aberta para a liberdade de criar seu próprio estilo. Porém, caso isso não aconteça, é pra isso que temos o “Inspire-se” aqui do blog, para ajudá-los a compor um look bem ao meu estilo, porque o Garoto in Foco não se resume só a mim, mas a todos aqueles que querem ser diferentes. A maior regra é a liberdade. Pense nisso.

Abraços!

 

Por Daniel Saraiva em 24 de novembro de 2014
Estou na carreira de modelo há 3 anos. Parece muito, mas para mim e para o mundo da moda isso ainda nem é o começo. Experiência tenho pouca, mas conhecimento, isso eu tenho de sobra. A cada nova informação percebo o quão grande e oculto é esse universo, afinal encontrar informações relacionadas ao meio ainda é algo não muito fácil. Se essa foi a profissão que escolhi exercer preciso saber todas as táticas para entrar em campo, pois o mercado de trabalho é como um jogo onde cada um tem que marcar seu gol da vitória. Confesso que, por mais que tenha pouca experiência, tenho um conhecimento gigantesco sobre o mundo dos modelos e ressalto que nem precisei sair do meu estado para aprender: isso é resultado de muita pesquisa, conversa com colegas de trabalho e a outra parte aprendi quebrando a cara.
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Pois bem, no meio de minhas pesquisas acabei sabendo que uma modelo chamada Michelli Provensi havia escrito sua história de modelagem e narrado sobre os países onde morou. No início isso me alimentou uma curiosidade e uma grande vontade de saber um pouco sobre tudo. Poderia ter comprado o livro de cara, porém achei melhor pesquisar um pouco mais sobre a moça e, a cada nova pesquisa ou entrevista que ela dava, só aumentava minha vontade de adquirir o livro, mas na minha cidade só daria pra conseguir pela internet e não tenho paciência para compras pela web. Minha vontade acabou sendo mais forte que a falta de paciência e acabei comprando assim mesmo, e não me arrependi em nenhum minuto. Sou o tipo de pessoa que ama ler, mas não são todos os livros que prendem minha atenção, porém devo parabenizar Micheli, pois ela conseguiu esse efeito em mim de uma maneira que acabei lendo o livro inteiro num só dia para dias depois chegar a ler mais três vezes e ainda ficar com aquela vontade de uma continuação. O livro não é longo e sua linguagem e bem descolada, sem muita formalidade.
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Micheli mostra no livro como a vida de modelo pode ser cruel e ao mesmo tempo prazerosa, e como conseguiu sobreviver nessa selva. Com elas aprendemos que para um modelo virar top não depende apenas de sorte; existe um duro trabalho em cima disso. Considero-me uma pessoa bem informada sobre o mundo dos modelos, mas seu livro mostrou que ainda não sei de muita coisa, pois ela viajou muito e a cada país há uma nova regra e um novo jeito de trabalhar que só vai saber quem passar por isso. Poderia fazer um texto imenso falando o quanto o livro dela é ótimo e tentar convencê-los a comprar, mas achei melhor mostrar alguns trechos, assim vocês ficam ainda com mais vontade de adquiri-lo.
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Para o lançamento do livro Micheli fez um hit que virou febre entre a modelada e com isso conseguiu atingir seu público. Hoje ela está morando em São Paulo e pronta para a próxima viagem que aparecer. Se algum dia chegar a São Paulo quero muito poder encontrá-la para bater um papo de modelo para modelo, afinal sua história em alguns pontos me lembrou a minha história. E junto com os seus fãs estou na torcida por duas coisas: uma delas é que ela escreva ao menos mais quatro livros dessa saga de modelo e a outra é que ela consiga fazer mais viagens e chegar cada vez mais longe, pois seu esforço foi enorme e a moça merece mesmo estar no posto de top model.

 

 

Abraços!
Por Daniel Saraiva em 27 de agosto de 2014
Não sei de onde surgiu essa paixão desenfreada por sapatos de cano longo, sejam sneakers ou botas, tenho muitos deles. Na verdade, meu guarda-roupa é composto na grande maioria por eles e, se pudesse, todo mês comprava um novo, mas infelizmente não pagamos as contas do mês com sorrisos, então o jeito é ir sonhando. E quem gosta sente a mesma coisa e sabe bem do que estou falando.
A verdade é que os canos altos ficam legais com tudo, até mesmo se você decidir fazer um look mais arrumado, a produção fica ainda mais cheio de estilo. Tenho uma paixão enorme por aqueles que são bem diferentes. Não tenho uma loja fixa para dizer onde comprar cano alto bacana. As únicas que conheço são virtuais, nas quais ainda não comprei por que não entregam no Brasil. Para comprar em loja física não tenho muita preferência, pois os que compro na verdade são os chamados “achados”.
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Encontrei na minha cidade, numa fast fashion chamada Otoch e foi amor à primeira vista. Acabei comprando e na época (em 2010) foi 80 reais. Porém, ao chegar em casa acabei implicando com ele: não gostei muito do visual e comecei a achá-lo estranho, então resolvi deixá-lo de lado e o coitado ficou guardado por anos, até que um dia resolvi usa-lo com um look que deu certo. Assim, em 2012 essa belezinha virou item favorito no meu guarda-roupa.Isso mesmo, atualmente ele é o meu calçado favorito.O mais incrível é que mesmo depois de anos ele ainda continua bonito e não envelheceu nada. Por ser jeans, quando calçado ele ganha uma leve aparência de coturno e nos dias de trabalho de modelo sempre tenho usado ele, justamente por deixar meu pé incrivelmente à vontade. Não sei bem se a Otoch possui filiais em outros estados, o que percebi é que por aqui existem poucas, mas elas sempre vendem uns calçados superbacanas.
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Esse é um verdadeiro achado. Nas poucas compras que fiz pela internet, encontrei ele numa promoção daquelas que você imagina que nunca mais vai ter a sorte de encontrar de novo e por apenas 45 reais ele passou a fazer parte dos itens favoritos. Gente, um valor irrisório por um calçado de tão boa qualidade. Ele foi meu primeiro sneakers nesse estilo grandão. O bom é que ele possui uns desenhos que até hoje não consegui decifrar, mas o que importa é que ele é outro que fica legal com todo tipo de look. E o melhor: é muuuuito confortável.
 
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Sabe quando você chega na loja à procura de um produto e acaba levando outro? Foi justamente o que aconteceu. Saí em busca de um sneakers todo branco e ao chegar na Centauro me deparei com esse dourado. Há tempos procurava um dourado da Adidas, do Jeremy Scott, mas como encontrei esse, acabei esquecendo o outro. E a melhor parte: estava em promoção. Infelizmente só havia um par que não era meu número. Falei com a vendedora e ela me deu uma última esperança quando disse que poderia encontrar algum pelo estoque. Acabou dando certo e eu levei esse delírio de consumo pra casa por R$ 120,00. Ele não chega a ser um dos meus favoritos por não calçar tão bem quanto eu gostaria, por isso mesmo não uso sempre, mas é um dos calçados que mais tenho ciúmes.

 

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Havia escolhido um modelo diferente que não possui cadarços e parecia mais uma botinha, porém na entrega o produto foi extraviado e para não ficar no prejuízo a marca me concedeu um vale para escolher qualquer peça da loja e como já estava bastante triste escolhi o primeiro que vi e ao chegar vi que ele era muito mais lindo pessoalmente, quando calçado ele dá uma proporção maior dele tornando o cano dele mais longo. Ele é outro calçado que não é tão confortável por isso uso somente para lugares onde sei que passarei pouco tempo pois incomoda bastante. Ele custou 100,00 reais.
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Há tempos eu vinha querendo muito um coturno, acho muito bacana a composição dele com uma camisa básica e calça preta, sem falar que é perfeito para ir aos castings. Porém, todos os que eu encontrava eram muito caros, alguns chegavam a custar mais de 300 reais e como não gosto de desembolsar muito dinheiro numa única peça de roupa, preferi esperar um pouco mais até encontrar um mais barato. Acabei encontrando esse na loja Riachuelo e um preto na Renner, porém o preto custava R$ 200,00 e esse custava R$ 80,00. Lembrando que eu queria mesmo era um na cor preta. Na Riachuelo só tinha esse, era do mostruário e pior: ainda é um número maior que o meu. Mas mesmo não tendo aquele ar de rock e possuindo um estilo mais country, resolvi levar. Por causa da diferença de número ele fica muito grande no meu pé, mas como me deixa muito alto, não dá para notar seu tamanho. Incrível como um coturno tem esse poder de alongar mais o corpo e a todo casting que vou uso ele.

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Essa foi minha mais recente/porém não última aquisição de cano alto. Fui meio que por acaso na Centauro e o encontrei na parte da promoção. Foi amor à primeira vista. O preço? 200 reais. Com certeza foi o investimento mais caro que fiz num calçado e como sabia que não encontraria outro mais barato nesse estilo e que essas promoções são únicas, nem pensei duas vezes: comprei na hora. Detalhe: só tinha um no meu número. Calçado ele é muito bonito, porém é um pouco pesado por conta do seu material, mas mesmo assim é confortável. 
Bom, espero que vocês tenham gostado dessas dicas. Tenho pesquisado, experimentado, ido em busca de preço, qualidade e diferenciais, mas sempre procuro um que seja ao meu estilo e por um preço acessível. Como podem ver, não é preciso muito dinheiro para se comprar bons calçados, basta paciência.
 
Abraços!