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Sabe aquele trabalho que te enche de alegria? Pois é, tem um bem especial que eu gostaria muito de compartilhar aqui com vocês. Na verdade eu até já tinha mencionado antes, teve texto e tudo, mas surgiu uma nova oportunidade e eu precisava registrar tudo aqui, porque há outras coisas muito importantes envolvidas nisso além da parceria com uma marca internacional, claro.

Bom, apesar de já ter dito anteriormente, gostaria de ressaltar que o primeiro contato que tive com a Zaful foi através de um email que eles me enviaram dizendo que me encontraram por meio do meu blog e que meu estilo havia chamado a atenção, pois muito se adequava à sua proposta. Nesse primeiro contato aconteceu algo meio trágico: tive problemas com a entrega das peças e acabei tendo que pagar pelos impostos, além de uma delas ter sido roubada durante o percurso, pois eram duas jaquetas e recebi apenas uma. Um outro fator que atrapalhou bastante foi o tamanho das peças, pois a numeração não correspondia à que eu uso e acabei tendo que me virar com o número errado mesmo.

Meses depois a marca fez um novo contato sugerindo uma nova colaboração, que recusei, devido à experiência passada. Porém, eles insistiram e disseram que mudaram os procedimentos da entrega e a grade do tamanho de roupas, e que havia muito interesse em fechar essa parceria comigo. Na entrega realmente foi diferente, além do prazo ser mais curto eles me auxiliaram no processo da escolha, mostrando grades de tamanhos internacionais e brasileiros para que eu pudesse escolher a peça do tamanho certo.

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Peças Zaful: Moletom, Óculos.

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Bom, deu super certo. Mas sabe o que é mais bacana disso tudo? Não é só ter fechado duas vezes parceria com uma marca internacional. É saber que, embora vendendo peças femininas, eles procuraram um modelo masculino e viram em mim o potencial para usá-las, independente do gênero especificado na etiqueta da roupa. E quer saber? Se essas etiquetas não sinalizassem esse público, ninguém ia saber. As peças são lindas, algumas têm estampas floridas, outras, detalhes minuciosos, mas quem disse que homem não pode usar roupa com um cunho mais delicado?

Cheguei à conclusão de que não é uma etiqueta que define uma roupa. Acho que já é hora de pararmos de rotular algumas peças e nos prendermos àquilo que queremos realmente usar. Já imaginaram quantas vendas podem ter sido perdidas por uma loja de roupas voltada para o público feminino não abrir as portas também para o masculino? Quem sabe muitas de suas peças não vistam ambos os gêneros e você nem tenha percebido? Na verdade a gente tem a mania de considerar agênero peças mais folgadas e com a mesma padronagem de tamanho, mas será que é realmente isso que estamos procurando?

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Peças Zaful: Boné, Sobreposição

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Acredito que haja ainda muitos tabus a serem quebrados em relação a isso, fato. Mas acredito também que o público masculino já tenha uma mente um tanto aberta em relação a isso, embora ainda precise evoluir bem mais nesse sentido. Mas, quem sabe com o tempo não possamos voltar a ter a liberdade que havia nos anos 80, quando muitas roupas eram vendidas como unissex? Aliás, pensar que há umas três décadas era possível que homens e mulheres usassem as mesmas roupas e saber que hoje, em pleno 2017, esse é ainda um tabu a ser quebrado é um tanto esquisito, não? Gratidão à Zaful por escolher um modelo masculino para peças femininas e mais gratidão ainda por esse modelo escolhido ter sido eu, Daniel Saraiva. E que venham mais oportunidades assim. Prometo não olhar a etiqueta.

Abraços!

Logo quando dei meus primeiros passos na indústria da moda fui instruído por profissionais que cuidavam da minha carreira de modelo e afirmavam que “modelo sempre deve estar sorrindo”. Independente da situação em que você se encontrasse deveria lembrar que era um cabide e que tal objeto não reclama. Fui orientado que no início da carreira não poderia dizer não para alguns profissionais, somente quando atingisse um certo nome na indústria. Então, se um profissional fosse grosseiro comigo eu não teria escolha e deveria engolir o sapo.

Durante muito tempo segui os conselhos que me passaram até perceber que mesmo me sacrificando daquela maneira as portas não estavam sendo abertas. A partir daí comecei a traçar minha própria carreira, me desligando de agências que só me tinham em seus castings apenas para fazer volume. Sim, eu sabia do risco que seria seguir por esse caminho, mas estava cansado de nunca me darem uma oportunidade, de sempre me dizerem o que eu tinha que fazer, de tentar me encaixar em um padrão, de precisar ter esse ou aquele comportamento diante de uma indústria que não te aceita como você é, que não respeita seus limites e quer que você seja no mínimo perfeito.

Em meus tempos livres comecei a ler sobre moda e sobre a carreira de modelo e assim fui aprendendo sobre como montar ensaios fotográficos de modelos, trabalho que hoje chamamos de ‘photo shoot’.  Para sempre manter meu portfolio atualizado comecei a montar meus próprios trabalhos, assim não fico para trás no mercado por não possuir uma agência. O passo seguinte foi procurar amigos que estivessem dispostos a me ajudar, pois alguns estavam entrando na carreira de fotógrafo e tinham não só disposição como também sede de fazer trabalhos de qualidade que lhes rendessem o almejado reconhecimento. Logo começamos a rodar Fortaleza atrás de lugares bacanas, uma aventura cheia de desafios para profissionais que queriam conquistar sua independência e fazer valer o seu trabalho.

Entre erros e acertos fui fazendo minha própria trajetória e tendo consciência do que queria e do que não queria. Nos erros acabava virando motivo de piada para alguns. Nos acertos passei a ser inspiração para outros. Comecei então a me dar conta de que não importava a situação em que me encontrava, jamais iria fazer certos tipos de trabalho para alavancar minha carreira como modelo ou trabalharia com profissionais que insistissem em me destratar. O mínimo que as agências ou outros profissionais poderiam ter por mim era respeito e é disso que não abro mão de jeito nenhum.

Pois bem. Seguir esse caminho não me impediu de engolir muitos sapos na indústria da moda, como citei em outros textos. O mercado local tem muita dificuldade em dar oportunidade para um modelo sem agência. Porém, foi isso que me fez ser dono da minha própria imagem, me ajudando a conhecer cada vez mais a mim mesmo, a me aceitar e me respeitar. Passei a me tratar como uma empresa e a traçar metas para serem alcançadas a longo prazo, não para satisfazer aos outros, mas para me sentir realizado diante de meus próprios objetivos.

Hoje percebo que o jogo virou. Para se tornar um modelo é necessário muito mais do que um rosto e altura com medidas. É preciso uma imagem pessoal bem trabalhada com muita personalidade, que desperte nas marcas o desejo de ter seu rosto vinculado às suas campanhas. Segundo Tyra, super modelo dos anos 90, hoje um modelo não tem que ser apenas um rosto bonito ou alguém famoso nas redes sociais. É preciso ser os dois, o que eles chamam de ‘Boss’, cuja tradução é “Modelo Chefe”, aquele que além de modelo tem seu próprio negócio e faz sua própria marca no mercado.

Porém, eu acredito que hoje, caros amigos, vocês devem ser fiéis à sua própria marca, àquilo que vocês são, aos seus conceitos e ideologias e não precisam ter que se submeter às pressões do mercado, como foi o caso da modelo Ruby Jean Wilson, que é vegana e enquanto estava na maquiagem para fazer um editorial descobriu que as peças eram todas feitas de pele de animal. Receosa e um pouco confrontada consigo mesma e com a carreira ela explicou para os profissionais que não posaria e largou o estúdio. Então pergunto: de quem foi a falta de profissionalismo? Com essa atitude ela pode ter se prejudicado no mercado, mas não se rendeu aos “encantos” desse trabalho. Ela foi fiel a si mesma e à sua própria marca e isso, meus amigos, é o melhor que podemos oferecer nesse universo.

Hoje percebo que fiz bem largando aquilo e aqueles que insistiam em me moldar para ser um manequim sem cérebro. Hoje tenho a liberdade de possuir vontade própria e vocês nem imaginam o quanto isso é realmente libertador. Não me sinto menos profissional do que ninguém, nem me martirizo por seguir meu próprio caminho. Claro que seria muito bem-vinda a assistência de uma agência, mas acredito que a vida tem seus motivos e que nada é por acaso.  Hoje me sinto feliz com tudo o que construí ao longo desses anos. Posso não ter feito internacionais ou desfilado nos Fashion Weeks, mas isso não me faz menos modelo, pelo contrário: me dá muito orgulho poder ter o privilégio de construir minha própria imagem. Devido às escolhas que fiz outras portas se abriram e hoje só trabalho para marcas com as quais possuo alguma identificação. É muito bom ter poder de decisão sobre a sua carreira e poder dizer ‘sim, é esta a marca para a qual desejo trabalhar’. Alguns me chamarão de louco, outros de mau profissional. Porém, nada que os outros digam pode realmente te diminuir, pois só quem sabe o que é melhor para você é você mesmo.

 

Abraços!

Há muita gente que critica a fotografia, não essas de momentos, cotidianas, mas essas que fazem as pessoas ficarem presas ao clique perfeito e optarem por algo ilusório, que engana tanto a quem está curtindo quanto a elas mesmas, pois ironicamente acabam acreditando naquilo que reproduzem. A fotografia pode ser o que você decidir: verdade, mentira, ilusão ou intenção. Mas a questão é: você é verdadeiro com o que fotografa ou cria uma realidade alternativa? Vale a pena maquiar o real para envaidecer o virtual? Com a revolução das redes sociais, criar um mundo de ilusões acaba sendo quase uma obrigação. Mas, e você, o que faz com a sua imagem?

Cresci numa família em que todos gostavam de registrar momentos, adorava as tardes de domingo onde minha mãe me arrumava para tirar fotos no quintal da nossa antiga casa. Nesses dias já cheguei até a fazer fotos para o ateliê de noiva da vovó (seriam esses meus primeiros passos como modelo? Hahaha!). Na pré-adolescência vivia uma eterna frustração por não ter mais câmera para registrar, meus pais sempre tinham outras prioridades que impossibilitavam a compra de uma melhor. Por isso, tenho poucas fotos dessa época e fica até difícil de lembrar um momento. Ao adquirir minha primeira câmera e celular que continha uma, passava o dia me registrando. Gostava de poder gravar várias faces de mim mesmo em uma imagem. A partir daí passei a registrar tudo e até hoje tenho guardado em várias pastas no computador fotos de amizades que não estão mais comigo, turmas de escolas que só restaram memórias, viagens, eventos, cada uma com sua lembrança e significado único que nos faz ver a importância da fotografia em nossas vidas.

A arte de registrar um momento através de um clique se tornou um hábito da nova geração com as redes sociais e blogs, tanto que hoje podemos dizer que ninguém vive sem uma câmera, é a famosa geração da selfie. Há também aqueles que realmente pesam a mão e deixam de viver o lado simples da vida se prendendo a uma falsa imagem registrada apenas para redes sociais. Mas claro, se não há um equilíbrio começa o exagero e, em consequência, surgem os críticos. E em partes eu concordo com tudo isso, sabe? Houve momentos que realmente me prendi ao clique perfeito, ao resultado que ele gerava ao ser postado numa rede social. Foi nesse momento que percebi que precisava me desintoxicar de tudo e voltar às origens que me fizeram ser um blogueiro/modelo. Precisava procurar o por quê de ter escolhido registrar tudo o que faço para mostrar a vocês. Resultado? Um tempo fora de tudo, blog passando por um intervalo de quase dois meses que me fizeram rever e pensar nos momentos maravilhosos que este espaço me trouxe durante esses cinco anos. Então percebi que o segredo disso tudo era voltar àquela essência simples de quando criei, nada profissional demais, sem carão e pose em todas as fotos. Na verdade descobri que deveria desopilar, me desprender, ser menos exigente, afinal o objetivo do blog sempre foi ser apenas o espaço de um garoto mostrando o lado maravilhoso do seu cotidiano, o de registrar momentos e não likes.

Tudo o que é postado aqui é 95% do meu cotidiano real. Podem até haver algumas pequenas modificações apenas para deixar a fotografia melhor, mas nada que fuja da realidade.  Sou preso a uma câmera, sim, mas procuro um equilíbrio entre o real e o virtual, o momento de registrar e o de viver. Quero passar uma mensagem melhor em cada foto, quero transmitir o sentimento que sinto naquele momento, a obsessão pelo clique perfeito ficou no passado.

O tempo passa rápido demais, nos deixando apenas lembranças do que já foi. Ora, quem diria que o blog estaria hoje às vésperas dos seus 6 anos? São momentos assim que às vezes fogem da nossa percepção e só nos damos conta quando passou. Mas, ao olharmos para trás, conseguimos ver tudo o que foi construído. Hoje consigo enxergar todos os momentos vividos no instante em que tirava uma foto apenas para dar bom dia para vocês e é maravilhoso poder lembrar a história que há por trás disso tudo. Por isso, trouxe alguns momentos que tive durante uma sessão de fotos. Queria muito compartilhar isso com vocês.

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Festa surpresa organizada por amigos e familiares.

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Fui agenciado por uma agência importante de São Paulo

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Após essa foto, fomos abordados por ladrões. Mas não fomos assaltados.

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Quando resolvi mudar o visual. Fotografia espontânea enquanto tentava ajustar o boné.

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O dia que passei a ver que precisava de fotógrafos pro meu blog. O primeiro deles foi o João Paulo, que tirou essa foto.

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Assinei o contrato para ser modelo oficial de uma marca

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Editorial para a Revista Estourada, no dia estava mais nervoso que em outros trabalhos.

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Editorial para a Revista Ozten

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Primeira vez que fui fotografado pela Bia Lopes. A partir daí ela passou a me ajudar muito com o blog.

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Meu primeiro casting para Atto Favo.

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O melhor encontro de blogueiros que participei.

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Quando finalmente decidi reformar meu quarto.

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Fotografia espontânea tirada enquanto brincava com minha cachorra Melissa.

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Após essa foto, fomos convidados a se retirar do local, por ser proibido fotografar.

O inicio de coisas boas que 2017 está me trazendo.

O inicio de coisas boas que 2017 está me trazendo.

É por causa de momentos como esses que quero registrar em fotografia cada vez mais, não como narcisismo, mas porque quero lembrar da sensação, do cheiro e sentimento de todo aquele momento. No final, se você ainda se sente incomodado com influenciadores que são muito artificiais, convido vocês a fazerem uma limpeza em suas redes sociais. Encha seu feed de pessoas reais, que valorizam a essência, então você perceberá que é na simplicidade que o principal é dito ou vivido naquela imagem. Siga pessoas inspiradoras que fazem registros não para alimentar o ego, mas para mostrar que o mundo tem um lado mágico no nosso cotidiano e que muitas vezes não enxergamos, mas está ali naquele cenário abandonado, naquele look que te faz se sentir maravilhoso, naquele lugar que tinha uma comida espetacular. E é somente assim que você enxerga a maravilha que é a vida através de um clique.

Por Daniel Saraiva em 30 de dezembro de 2016

Diante de todas as dificuldades que vivenciei ao longo do ano, reaprender sobre a vida foi a melhor delas. Descobri que momentos ruins não vêm em nossa vida apenas uma vez, mas que logo após a tempestade coisas boas virão. Tudo isso acaba se tornando um ciclo que nunca deixa a vida entediante, e sim cheia de aventuras.

Não cumpri metas e tracei objetivos, mas assim como todo mundo esperei coisas boas de 2016. Se elas chegaram? Não da maneira como eu gostaria e em alguns casos vieram de uma forma diferente, mas foi isso o que tornou tudo melhor: o fato de não ser o esperado. Confesso que dificilmente esquecerei algumas coisas que 2016 me proporcionou, que foram bem desconfortáveis inclusive, mas preciso seguir em frente e deixar para trás essas experiências ruins. Não quero ficar com acúmulos de passado e nem de futuro, quero viver o presente e por mais um ano não traçarei metas e nem objetivos, farei o que for possível com as oportunidades que me forem dadas e com as portas que serão abertas no meio da caminhada. Isso não é ser acomodado, mas sim evitar criar expectativas em cima de coisas que nem sempre podemos realizar, mas que insistimos em colocar em listinhas fúteis que no final só nos levam a uma grande frustração.

Vale ressaltar que pretendo explorar outros rumos, sinto que 2017 será um capítulo muito diferente de tudo o que já vivi, só não sei ainda se isso será bom ou ruim, apenas falo com base nos acontecimentos que a vida me trouxe nesse finalzinho de 2016 e que terão continuidade em 2017. Se estou nervoso? Demais, sinto a continuação de uma história, porém de uma maneira totalmente nova.

Pretendo aprimorar cada vez mais os projetos que estão em aberto e lógico que o blog está incluído nisso, daqui a pouco completaremos 6 anos e quero investir cada vez mais neste espaço, que foi o que me ajudou a me encontrar. Quero poder viver mais meus sonhos e seguir caminhos diferentes, e tudo isso começará a acontecer a partir de 2017. Se você estiver curioso com o que virá, terá que continuar acompanhando o Garoto in Foco, lendo os posts, vendo a fan page e dando aquela curtida, afinal o Facebook dá prioridade em visualização a quem está sempre interagindo com a página.

Bom, finalmente chegamos ao fim da Retrospectiva e fica difícil fechar a porta de 2016, mas farei o seguinte: irei na frente e deixo vocês a serem os últimos a sair e fechar a porta. O por quê disso? Porque sei que vocês ainda querem ler e reler mais alguns posts por aqui, então eu deixo vocês à vontade e ainda tenho a oportunidade de recepcioná-los em 2017, certo? Fiquem à vontade, a casa é de vocês, apreciem cada momento que este espaço produziu ao longo deste ano, pois são experiências pessoais, mas compartilhadas com muito carinho para ajuda-los da melhor maneira.

Muita alegria, paz, sonhos realizados, conquistas, e todas as boas energias a todos vocês.

Um forte abraço e que venha 2017!